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Galeria J.Inácio: um espaço de promoção e valorização da arte sergipana

Com centenas de exposições realizadas desde 1981, espaço da Biblioteca Epifânio Dórea reúne artistas consagrados e novos talentos em programação contínua, dialogando com a produção contemporânea

às 15h41
Foto: Divulgação/Funcap
Foto: Divulgação/Funcap
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Um dos espaços mais importantes para visitação e conhecimento sobre a arte produzida em Sergipe leva o nome de um de seus artistas mais importantes: é a Galeria de Arte J.Inácio, localizada na Biblioteca Pública Epiphânio Dórea, no bairro 13 de Julho, em Aracaju. Fundada em 10 de dezembro de 1981, ela começou a funcionar no hall da biblioteca, mas chegou a ser transferida durante três anos para a Rua Senador Rollemberg, no bairro São José, e ficou fechada por um tempo, até ser reinaugurada em 1991, passando a funcionar de forma ininterrupta. 

Em 2020, a Galeria passou para o primeiro andar da Biblioteca e foi reinaugurada em março de 2021, consolidando sua presença dentro do complexo, sem perder os traços e a memória dos tempos anteriores. No mesmo período, houve mudanças na administração do espaço: antes gerido pela então Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e, em alguns momentos, pela Secretaria de Estado da Educação (então Seed), a J.Inácio está desde 2019 sob a responsabilidade da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap). 

Desde seu início, a galeria recebeu aproximadamente 250 eventos, entre exposições de artistas plásticos locais, nacionais e internacionais. A primeira delas, aberta no dia da inauguração, reuniu parte das obras de Ronaldo Gomes de Oliveira, o “Caã”, filho de J.Inácio, que seguiu os passos do pai e já começava a se consagrar como artista plástico à época. De lá para cá, as mostras individuais e coletivas se seguiram, apresentando o trabalho de uma média de 100 artistas por ano. 

Entre os nomes mais presentes na história da galeria, estão grandes artistas plásticos da cena sergipana, como Adauto Machado, Antônio da Cruz, Ana Denise, Bené Santana, Beatriz Hamsi, Fábio Sampaio, Gabi Etinger, Jacira Moura, Jenner Augusto, Leonardo Alencar, Márcio Garcez, Ofá Mode, Otávio Luiz, Vilma Rebouças, Waldir Argolo, Tintiliano, Véio e Zeus. Além do próprio J.Inácio, homenageado na própria criação da galeria, ao ter seu nome escolhido como patrono, e reconhecido como um dos nomes mais representativos da cultura do nosso Estado. 

A programação de exposições da J.Inácio é constante e movimentada, graças a uma série de iniciativas que foram sendo realizadas ao longo de suas gestões para ocupar e movimentar o espaço. Um deles, em 2018, foi o edital AVIE! (Artes Visuais nas Escolas Públicas), criado a partir de uma parceria da Seduc com a Secult (atual Funcap) para contemplar estudantes da rede pública que começam a experimentar as artes visuais. Desde então, todas as edições do AVIE! acontecem na Galeria, aproximando o espaço da comunidade escolar e de novos públicos. 

Entre 2016 e 2019, o Estado lançou editais de ocupação da galeria, atraindo artistas do Brasil e de outros países legalmente residentes, ampliando o acesso por meio de seleção pública. Com a pandemia de Covid-19, que restringiu o funcionamento de atividades públicas presenciais, a galeria passou a receber, a partir de 2021, exposições de artistas contemplados pelos editais de Artes Visuais e Literatura que foram abertos com recursos de duas importantes leis brasileiras de apoio à cultura: a Lei Aldir Blanc e a Lei Paulo Gustavo. Todas essas medidas foram garantindo a construção de um calendário de exposições, que garante não apenas a constância, mas também a diversidade de temas e de autores, além de um diálogo permanente do espaço com a produção contemporânea.

Agora em cartaz

A exposição que está atualmente em cartaz na Galeria J.Inácio, é um exemplo desta diversidade: é a intitulada “O Fenômeno Xuxa e sua influência no público infanto-juvenil das décadas de 80 e 90”, organizada pela historiadora e fotógrafa Créscia Cristina Dantas da Conceição. Ela conta a história das chamadas “Paquitas de Frei Paulo”, grupo de meninas que se inspiraram na apresentadora Xuxa Meneghel e em suas assistentes de palco, chamadas “paquitas”, para fazer apresentações públicas em cidades do interior sergipano durante o início da década de 1990. 

A exposição, contemplada pela Lei Paulo Gustavo, a mostra inclui figurinos originais da época, fotografias, um vídeo com cerca de uma hora de apresentações digitalizadas de fitas VHS e um quadro que homenageia Creuza Dantas, mãe da organizadora e responsável pelos figurinos, e Pedro Carvalho, pai de outras integrantes que divulgava o grupo boca a boca. A mostra segue aberta para visitação até o dia 30 de abril. 

Serviço

A Galeria de Arte J. Inácio fica no primeiro andar da Biblioteca Epiphânio Dória (Rua Vila Cristina, bairro 13 de Julho, Aracaju) e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30. Não é preciso agendamento prévio. Sua programação pode ser encontrada em sua página oficial no Instagram e nos canais de comunicação da Funcap.

com informações da Funcap

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