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A importância da Enfermagem Forense no enfrentamento à violência

Especialidade é reconhecida pelo Conselho Federal de Enfermagem desde 2011; a área colabora em casos que envolvem violência e crimes de morte

às 14h00
Entre outras atribuições, o profissional da enfermagem forense atua no atendimento a vítimas de violência e na coleta de provas para inquéritos e processos (Unsplash)
Entre outras atribuições, o profissional da enfermagem forense atua no atendimento a vítimas de violência e na coleta de provas para inquéritos e processos (Unsplash)
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Os apreciadores das séries policiais internacionais, que se multiplicam nos serviços de streaming, já estão familiarizados com o termo forense, que diz respeito à elucidação de crimes. Dentre aqueles que auxiliam na investigação está o profissional de Enfermagem. Consagrada em muitos países, a Enfermagem Forense também é realidade no Brasil, ainda que recente.

Esta é uma especialidade da área da saúde que contribui com a Segurança Pública, pois colabora em casos que envolvem violência e crimes diversos envolvendo mortes. A área pode fornecer os elementos que ajudarão no processo judicial. Infelizmente, o país tem um número muito grande de crimes não solucionados, quando os culpados ficam impunes por falta de provas.

A Enfermagem Forense ajuda na diminuição desses índices, por unir a Ciência da Enfermagem ao conhecimento das Ciências Forenses para dar assistência ao sistema de Justiça. Antes de ser reconhecida como uma especialidade, ela já era praticada informalmente há muito tempo por enfermeiros no Brasil. 

Internacionalmente, a área é definida como “a aplicação da ciência forense – combinada com formação nas áreas biológica e psicológica do enfermeiro – na investigação científica, coleta e preservação de evidências, análise, prevenção, e tratamento de traumas e questões relacionadas à morte”.  

Reconhecimento

Como especialidade, a Enfermagem Forense foi reconhecida em 2011 pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Desde então, a atuação e papel do enfermeiro forense vêm sendo tema de discussão e, a partir de 2017, foram regulamentadas as áreas de atuação desse profissional, o que contribui para o processo de consolidação da profissão. E são diferentes as áreas de atuação do enfermeiro forense. 

Em países onde a profissão já é estabelecida, enfermeiros forenses trabalham, entre outras coisas, como consultores legais de enfermagem para o sistema jurídico. No Brasil são oito grandes áreas com várias competências: maus tratos, traumas e outras formas de violência nos diversos ciclos da vida; investigação da morte; Enfermagem Psiquiátrica Forense; coleta, recolha e preservação de vestígios; violência sexual; Enfermagem Carcerária; Perícia, Assistência Técnica e Consultoria; desastre em massa, missões humanitárias e catástrofes;

Enfrentamento à violência

Segundo a Sociedade Brasileira de Enfermagem Forense (Sobef), fundada também em 2017, o grande objetivo da categoria é “colaborar na formulação de estratégias para a prevenção de todos os tipos de violência e para atuação eficaz do Enfermeiro na detecção e na assistência aos envolvidos”.

A entidade, juntamente com outras que representam os profissionais, discute e busca apoio parlamentar para a criação de uma lei do trabalho da Enfermagem Forense. A busca é por respaldo legal para que a categoria possa atuar desde a assistência imediata de pacientes vítimas de violência até a abertura de processo criminal contra o agressor.

Por ser capacitado para lidar com a aplicação da lei e a forma de tratar o paciente vítima de violência, o enfermeiro forense contribui com o enfrentamento da violência, especialmente a doméstica. Também presta assistência em casos de abuso sexual, abuso de drogas e álcool, lesões por homicídio, lesões por suicídio e psiquiatria forense.

Asscom | Grupo Tiradentes

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