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Aluna de Direito da Unit publica artigo durante intercâmbio na Coreia do Sul

Em seu texto para a revista da Myongji University, Ana Vitória Carvalho mostrou como o intercâmbio pode transformar a vida universitária, ampliando oportunidades acadêmicas e profissionais

às 12h36
Fotos: Acervo pessoal
Fotos: Acervo pessoal
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O intercâmbio internacional estabeleceu mais um dos imensos traços de união entre o Brasil e a Coreia do Sul. Eles se fazem presentes na vida da estudante Ana Vitória Gonzaga de Carvalho, do nono período do curso de Direito da Universidade Tiradentes (Unit), que passou cinco meses em mobilidade acadêmica na Myongji University (MJU), em Seul, através do Programa de Mobilidade Acadêmica Internacional (ProMAI). Entre fevereiro e julho de 2025, ela cursou disciplinas equivalentes ao do curso de origem e participou de diversas atividades extracurriculares na instituição sul-coreana, o que lhe permitiu criar relações de amizade persistentes até hoje. 

Uma delas foi a publicação de um artigo que escreveu para a revista acadêmica The MJPress, publicação editada pela própria Myongji. O texto intitulado Os benefícios da Internacionalização para o currículo do estudante de graduação, que saiu na edição de setembro, aborda como o contato com o exterior pode ser extremamente rico e abrir muitas portas para o estudante. A partir da própria experiência que vivenciou, a sergipana afirmou no texto que a experiência internacional é o diferencial mais estratégico para o sucesso no mercado de trabalho atual, indo muito além do simples aprendizado de um novo idioma, e que as competências desenvolvidas não são apenas teóricas, mas transformações práticas que preparam o profissional para qualquer desafio global. 

Ana Carvalho conta que os responsáveis pela revista divulgaram nos campi da instituição um anúncio para que alunos estrangeiros pudessem escrever textos para publicação. Os autores dos textos aprovados também ganharam uma premiação em dinheiro, de 50 mil wons (moeda local). “Para mim, foi uma oportunidade ímpar, dado que apenas três artigos estrangeiros foram publicados na edição de setembro, e o meu foi um deles. Saber que minha escrita foi avaliada e aprovada em uma revista na Coreia do Sul e que foi disponibilizada para diversas pessoas (das quais muitas eu não cheguei a sequer conhecer), que de alguma forma meu trabalho chegou a elas, não tem preço”, relembra.

A publicação do artigo foi o ponto alto da realização de um sonho. Ana afirma que sempre quis estudar fora do Brasil e se inscreveu no ProMAI ao descobrir que a Unit oferece essa oportunidade a seus alunos. Após ser aprovada no processo seletivo interno, ela também não teve dúvidas sobre onde gostaria de fazer a mobilidade acadêmica. “Eu queria muito estar em uma universidade na qual eu poderia falar inglês e das opções que a GRI [Gerência de Relações Internacionais da Unit] tinha, a MJU me chamou atenção pelo legado cristão, qualidade de ensino e engajamento acadêmico que eles têm”, justifica. 

Fundada em 1948, como Moo-gung Institution, a instituição mudou seu nome para Myongji College em 1963, e depois foi elevada à categoria de Universidade. De natureza privada e orientação cristã, a universidade tem o objetivo de educar jovens capazes não só de impactar o país culturalmente e economicamente, mas também de contribuir para o bem-estar do mundo. Hoje, a Myongji é composta por 10 faculdades, 42 departamentos e oito programas de pós-graduação, agrupados nos campi de Seul e de Yongin.

Entre os principais fatores que influenciaram sua escolha pelo país asiático, estão o interesse pela cultura local, marcada principalmente pelos doramas e pelas bandas de k-pop, e pelo destaque do país na área de Direito Cibernético, ramo jurídico no qual ela já faz pesquisas e pretende se especializar no futuro. Além de ser aprovada na seleção do ProMAI e receber uma bolsa de incentivo da Unit, Ana Carvalho foi indicada pela própria Myongji para ser contemplada com a ‘Global Korea Scholarship (GKS)’, bolsa integral concedida pelo governo da Coreia do Sul para estudantes estrangeiros de graduação e pós-graduação que apresentem bom histórico acadêmico e intensa atividade extracurricular. 

Amizades e aprendizados

A aluna da Unit conta que foi muito bem acolhida e assistida na universidade coreana, que é conhecida como uma das mais internacionalizadas do país. Isso lhe permitiu participar de uma série de atividades extracurriculares, incluindo um estágio na própria instituição. “Quando cheguei lá, descobri que eles eram ainda melhores do que eu pensava. Fui extremamente bem recebida e acolhida, me contrataram como estagiária do Escritório de Relações Internacionais deles e foi uma experiência incrível. Até hoje eu tenho contato com eles. Os coreanos amavam o fato de eu ser do Brasil, me diziam que eu era uma pessoa feliz e que meu cabelo era lindo. Fiz muitos amigos lá e inclusive participei de uma igreja como ministra de louvor”, conta.

Este acolhimento não impediu o surgimento de alguns desafios a serem enfrentados ou contornados, sobretudo no que diz respeito ao idioma, ao choque cultural e à adaptação às realidades e costumes do país. “Eu tive diversos aprendizados nesse tempo, mas com certeza o maior deles foi que nós sempre podemos ir além do que pensamos quando Deus está do nosso lado. Eu passei por muita coisa na Coreia e descobri em mim uma capacidade de resolução de problemas e adaptabilidade que eu não sabia que tinha daquela forma. Estar num país estrangeiro para estudar nos abre os olhos. A Coreia fica do outro lado do mundo e sinceramente foi incrível poder ter o choque de mergulhar numa cultura completamente diferente da minha pela primeira vez”, diz Ana Vitória.  

Um dos aspectos que mais lhe chamaram a atenção no país foi a definição clara de cada estação do ano, com características extremas de clima e temperatura. Ela pode ir do calor intenso, com chuvas fortes e temperaturas de 35 ºC em julho; até o inverno rigoroso entre dezembro e fevereiro, com temperaturas inferiores a -10°C (10 graus negativos). “Vi neve pela primeira vez, tive uma boa imersão no inglês, e interagi com pessoas do mundo todo. Aproveitei muito Seul e com certeza, se Deus permitir, voltarei lá um dia”, derrete-se a sergipana, que confessa ser “extremamente apaixonada pela Coreia”. 

Agora, Ana Vitória está totalmente dedicada a dois grandes momentos de seu futuro: a feitura do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e os preparativos para seu casamento, previsto para ocorrer em breve. A vivência destes momentos é agregada pela experiência que adquiriu em seu período de intercâmbio na Coreia, o que só aumenta os sentimentos de gratidão e de orgulho. “A Unit abriu as portas para que eu pudesse chegar na Coreia do Sul. Eu amo a Universidade Tiradentes e para mim foi um orgulho poder representar essa instituição internacionalmente e acredito ter feito um bom trabalho. Além disso, o pessoal da GRI da Unit cuidou muito bem de mim e me deu toda assistência possível. Sou muito grata a eles”, concluiu a aluna. 

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