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Atividade física e alimentação saudável auxiliam a manter a calma

Por se tratar de um momento de tensão e de instabilidade social é romendado que as pessoas busquem práticas que auxilie o relaxamento

às 14h25
Thaysa Passos Nery Chagas
Thaysa Passos Nery Chagas
Imagem Freepik
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De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, a ansiedade é o transtorno mais presente durante a pandemia da covid-19. Além da ansiedade, encontrada em 86,5% dos respondentes, foi constatada uma presença moderada de transtorno do estresse pós-traumático (45,5%). A proporção de depressão grave foi um pouco mais baixa, 16%.

Divulgada em setembro, a pesquisa teve como objetivo analisar o impacto da pandemia e do isolamento social na saúde mental da população. Por se tratar de um momento de tensão e de instabilidade social, haja vista ao impacto da pandemia na economia, é recomendado que as pessoas busquem práticas que auxiliem o relaxamento. A atividade física é uma delas, como explica a professora assistente do curso de Educação Física da Unit, Thaysa Passos Nery Chagas.

“Podemos dizer que qualquer modalidade esportiva ou prática regular de exercício físico pode ajudar a manter a calma. Não somente atividades mais relaxantes, como meditação, porque o exercício físico regular seja ele de moderada ou de alta intensidade auxilia a produção de produz de opióides endógenos, que seriam analgésicos, que mantêm essa sensação de bom humor, de calma, de alívio de estresse. Um exemplo é a endorfina, que pode induzir a aumentar a tolerância à dor, a aprimorar controle de apetite e a reduzir a ansiedade. Então, o exercício físico regular acaba trazendo inúmeros benefícios, auxiliando no alívio do estresse”.

Modalidade

Questionada se existe uma modalidade mais adequada ao momento presente, Thaysa orientou que é o ideal é encontrar uma atividade que a pessoa se sinta motivada a realizar.

“Independe a atividade. A pessoa tem que sentir prazer em realizar e querer muito voltar no outro dia. Não adianta falar que a melhor atividade pra reduzir o estresse seria a corrida, por exemplo, se a pessoa não gosta de correr, não tenha a menor vontade de correr. Então, essa corrida não vai fazer bem. Tem o fator psicológico envolvido e que é muito forte. A pessoa realmente tem que pensar em algo que curta fazer, que sinta prazer, que se divirta. A ideia é se divertir realizando a atividade”.

Segundo a professora, a recomendação da Organização Mundial de Saúde é praticar atividade física por 150 minutos semanais. No entanto, por conta do momento pandêmico, ela afirma que o importante é não se cobrar e manter a prática.

“Na realidade de hoje, o interessante é não se cobrar e deixar a atividade física fluir. Com a frequência, o tempo de atividade vai aumentando. Temos que pensar também em saúde mental. Como eu falei, tem que se divertir e ser leve. A pessoa tem que sentir prazer no que está fazendo”.

Saúde

Camila Vorkapic, professora doutora do curso de Medicina da Unit, desenvolve uma linha de pesquisa em neurociência e saúde mental no Laboratório de Biociências da Motricidade Humana – LABIMH. De acordo com ela, o movimento é fundamental para saúde do cérebro.

“Nessa linha de pesquisa, a gente estuda os efeitos de práticas contemplativas e também do exercício físico na saúde mental. Práticas contemplativas são meditação, ioga, de respiração. O que se sabe é que o exercício é fundamental para o bom funcionamento  do cérebro de uma maneira geral. Isso tem a ver com o nosso passado evolutivo, porque muitas das nossas características anatômicas e fisiológicas foram moldadas pela evolução em decorrência da corrida de resistência. O exercício ajuda a regular de forma muito completa todas as funções cerebrais, incluindo as funções cognitivas, mentais. E emocionais”.

Sobre atividade física em tempos de pandemia, Camila orienta que se procure uma atividade que envolva movimente que seja prazerosa e ressalta a importância de se manter uma rotina alimentar saudável.

“Não se observa tantos benefícios se a pessoa não gosta do que está fazendo. O importante é que não fique parado. A alimentação sempre ajuda. Não existe a separação entre corpo e mente”.

 

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