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Biotecnologia da construção traz evolução e eficiência à Engenharia Civil

Tecnologia utiliza organismos vivos, sistemas biológicos ou seus derivados para o desenvolvimento de novos materiais

às 23h31
As aplicações da biotecnologia no campo da Engenharia Civil podem gerar impactos econômicos e ambientais positivos. (Unsplash)
As aplicações da biotecnologia no campo da Engenharia Civil podem gerar impactos econômicos e ambientais positivos. (Unsplash)
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A fermentação que deu origem à bebida alcoólica é um exemplo clássico de biotecnologia utilizada há milênios pela humanidade. A técnica é muito antiga, mas o termo em si é do século passado, quando foi criado pelo engenheiro húngaro Karl Ereky. Nos dias atuais, pesquisas científicas ao redor do mundo buscam incrementar novos materiais, a partir desta base, para diferentes setores industriais, entre eles a construção.

Como definição, a biotecnologia se aplica a qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos, organismos vivos ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos para utilização específica. Seu uso vai da fabricação de alimentos como queijos, pães, vinagres e iogurtes, até a de remédios ou mesmo de explosivos.

No Brasil, ela tem sido aplicada atualmente com sucesso também na agricultura e na geração de combustíveis alternativos, como o etanol e o biodiesel de origem agrícola. No segmento da construção, também ganha cada vez mais importância e já existem no país muitas pesquisas relacionadas à fabricação de materiais com a aplicação de vegetais, fungos e bactérias.

Novos materiais

A biotecnologia da construção designa o desenvolvimento de processos construtivos mediados por microrganismos e o uso de biotecnologias para a produção de materiais. O alto potencial de gerar impacto positivo nesse mercado, tanto do ponto de vista econômico como da sustentabilidade torna as pesquisas com biotecnologia da construção muito promissoras.

Novos materiais já estão sendo desenvolvidos com a utilização de organismos vivos. A busca por maior resistência, com maior eficiência e durabilidade e menor custo, é o principal objetivo. Alguns estão em fase experimental, como argamassas capazes de regeneração e isolamentos que mudam de forma conforme a umidade, controlando o clima interno de uma construção.

São aplicações que podem ajudar a resolver grandes problemas causados pelos processos deste segmento, como a grande geração de resíduos. Melhores resultados econômicos para o setor com menor impacto ambiental serão os principais benefícios da biotecnologia da construção para o mercado.

Mercado e pesquisa

Profissionais de Engenharia Civil já contam com algumas dessas possibilidades disponíveis comercialmente na indústria da construção. E a perspectiva é que, em mais alguns anos, a utilização de soluções biotecnológicas seja uma realidade cada vez mais presente no país. Um exemplo sólido desta inovação é o bioconcreto desenvolvido por pesquisadores holandeses: ele é feito com um material capaz de se autorreparar cada vez que algum dano como trinca ou rachadura ocorrer na estrutura do concreto. O tijolo é feito com bactérias que, em contato com água, geram carbonato de cálcio, preenchendo rachaduras e buracos na estrutura. Este é apenas um exemplo dentre outros já existentes no mundo. 

Mas para além do uso de materiais, a Engenharia Civil, enquanto área do conhecimento também pode atuar na pesquisa e desenvolvimento de novos materiais biotecnológicos. O Brasil é um país que tem incentivado esse tipo de inovação. Desde 2003, a biotecnologia é considerada prioridade estratégica no país. Em 2007, o decreto nº 6.041 estabeleceu a Política de Desenvolvimento da área e ajudou o país a despontar em alguns rankings deste segmento.

Asscom | Grupo Tiradentes

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