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Bolsa de Ostomia: médica explica para que serve o tratamento

Luciana Góis, médica e professora da Unit, conta como funciona a Ostomia e quando ela é indicada para o paciente

às 15h24
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No último mês de novembro, durante o tradicional desfile do São Paulo Fashion Week, o ator Luciano Szafir apareceu nas passarelas utilizando uma bolsa de ostomia. Devido a complicações da Covid-19, o ator precisou passar por uma cirurgia abdominal e fez questão de desfilar com a bolsa aparecendo, para mostrar que o uso não é motivo de aversão, tristeza, vergonha ou reclusão. 

De acordo com Luciana Hora Góis, professora do Internato do Curso de Medicina da Universidade Tiradentes, a ostomia intestinal é a comunicação do intestino com a pele do abdome para estabelecer um novo trajeto de saída das fezes. Ele é realizado através de procedimento cirúrgico e pode ser temporário ou definitivo, e, quando é realizado no intestino grosso chama-se colostomia.

“Ela pode salvar vidas nos casos em que são construídas em situações de emergência, tais como obstrução intestinal, em perfurações infecciosas, isquêmicas e ou traumáticas do cólon e reto, deiscências de anastomose colorretal ou em sepse perianal grave advindos de abscessos no ânus. Situações nas quais o paciente necessita ter o trânsito intestinal desviado para que a presença de fezes não seja o agente agravante para a recuperação do mesmo”, explica. 

A bolsa de ostomia é indicada em pacientes em situações de emergência em que é imprescindível o desvio do trânsito intestinal. Luciana também relata que ela pode ser útil em casos de situações eletivas em pacientes que possuem Doença Inflamatória Intestinal, Polipose Adenomatosa Familiar ou Tumores malignos do intestino grosso e reto. “Em alguns casos, as condições gerais ruins de saúde do paciente, principalmente a desnutrição, determinam a necessidade da colostomia. Em crianças elas são indicadas em malformações anorretais, megacólon congênito ou em urgências infantis, podendo incluir o trauma”.

A utilização da bolsa interfere diretamente na qualidade de vida do paciente, uma vez que, após sua recuperação completa, ele deve ser encorajado a gozar de uma vida plena e ativa. É possível continuar a praticar esportes, viajar e caminhar ao ar livre. “Superar o desconhecimento e medo frequentemente é o assunto mais importante que deve ser abordado pelo cirurgião ao preparar o paciente para receber uma ostomia. A construção de uma ostomia gera mudanças no estilo de vida, nas relações familiares e sociais do indivíduo.  As mudanças são consequência da perda do controle esfincteriano (continência fecal) e da alteração da auto-imagem. O estomatoterapeuta é o profissional capacitado por curso formal a prestar assistência às pessoas ostomizadas. E ajuda não só a manejar com os dispositivos, mas adaptação às atividades do paciente. Acompanhamento psicológico também é necessário”, reitera Luciana.

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