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Carnaval, cuidado e afeto: alunos de Fisioterapia iniciam prática com idosas do Paimi

Atividade de socialização reuniu participantes do Programa de Assistência Integral à Melhor Idade e estudantes da disciplina de Fisioterapia Geriátrica, promovendo troca de experiências e aprendizado prático sobre saúde e envelhecimento

às 12h51
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“Todo carnaval tem o seu fim”, como já dizia a música da banda carioca Los Hermanos. Mas sempre é bom revivê-lo em qualquer época do ano. Para as cerca de 60 participantes do Programa de Assistência Integral à Melhor Idade (Paimi), da Universidade Tiradentes (Unit), a festa de Momo foi um mote de animação e energia para o recomeço das atividades. Na última segunda-feira, elas se animaram em uma “Ressaca de Carnaval” com a participação de 28 alunos do penúltimo ano de Fisioterapia, que irão acompanhar as idosas em atividades práticas de acompanhamento ao longo deste semestre. 

A abordagem de socialização foi o primeiro contato entre as integrantes do Paimi e os alunos da disciplina de Fisioterapia Geriátrica, através da qual eles farão as atividades práticas. “Além dessa atividade de socialização e diversão junto com elas, vamos fazer alongamento e treino de mobilidade, já para ajudar na triagem das idosas que vão ser atendidas pelo curso de Fisioterapia durante o semestre. O contato é importante porque é uma troca entre gerações diferentes. Os alunos são acolhidos pelas idosas da mesma forma que elas acabam acolhendo o aluno. A gente trabalha outros pontos que a gente não vê em sala de aula, que é a socialização, a atenção no cuidado, a humanização na saúde”, diz a professora Maria Jane Aquino, do curso de Fisioterapia.

A ideia da retomada das atividades foi uma sugestão das próprias idosas e substituiu o chamado “Carnaval do Paimi”, realizado em anos anteriores. “Tem idosas que frequentam outros grupos e espaços que o próprio bairro oferece durante o Carnaval, e que às vezes elas não tinham tempo de frequentar. Então, nós resolvemos fazer a “Ressaca do Carnaval”, para agradar a todos e que todos participem de tudo aquilo que é oferecido em benefício da saúde”, disse a coordenadora do Paimi, professora Zulnara Mendonça Mota, que também destacou a importância da atividade com os alunos de Fisioterapia. “A gente sabe que o idoso vai perdendo musculatura, tendo dificuldade no andar, e precisa evitar as quedas, que é uma coisa que nos preocupa muito. A gente sente que elas têm a necessidade e a consciência de que as meninas vão trazer ensinamentos. Mesmo que básicos, como levantar o pé para andar, não arrastar o pé, a postura…”, acrescenta. 

Para a estudante Maria Lyandra Costa Ferreira, do sétimo período de Fisioterapia, este foi o primeiro contato com a fisioterapia voltada ao atendimento para idosos, o que vem lhe garantindo uma experiência que vai muito além do conteúdo ensinado em sala de aula. “Foi maravilhoso esse primeiro contato, porque a gente vem tendo a aprendizagem em campo, muito diferente da teoria que a gente vê. Aqui, estamos aprendendo mais a socializar com elas, a interagir, levá-las a confiarem na gente. Elas vão passando a sabedoria delas pra gente e a gente o conhecimento para elas. E são uns amores, que nos acolhem super bem. É uma área que a gente pensa ainda mais em se especializar, pelo amor delas e pela confiança que elas nos dão”, disse Lyandra, antes de admitir que ela e suas colegas precisaram “correr para acompanhar a animação” das idosas. 

E essa corrida foi ditada pelas às marchas e sambas de carnaval, com adereços e fantasias diversas que reforçaram o clima de diversão e animação. Uma das mais vibrantes foi a aposentada Ester Silva Prado Almeida, 71 anos, que frequenta o Paimi há três anos e está enfrentando um tratamento contra o câncer de mama. Para ela, a fisioterapia com os alunos, com atividades no Complexo de Especialidades em Saúde Professora Amélia Uchôa, será um complemento importante ao tratamento. 

A recuperação segue a pleno vapor e não impediu que ela fosse passar o Carnaval no Rio de Janeiro. “Meu Deus do céu, como eu estava doida, ansiosa pra voltar. Eu gosto disso, porque eu e minha filha trabalhamos com festas, eu vivo diariamente em festa e para mim é uma alegria estar aqui dançando. Aqui, a gente aprende a se alimentar, a cuidar da saúde, a parte de fisioterapia, os exercícios que os garotos aqui vão passar…”, diz ela, sem perder a alegria, a fé e a esperança na cura. “Só Deus mesmo, porque sem Ele a gente não seria nada. É uma caminhada meia drástica, mas com a fé Nele, a gente supera”, ensina Ester, que sambava no salão com a camisa verde-e-rosa da sua escola de samba preferida: a Estação Primeira de Mangueira. 

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