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Catadores participam de curso sobre Reciclagem de Eletrônicos

Cooperados da Care e Catre aprendem como separar o material recolhido e os benefícios financeiros desta atividade em curso realizado na Unit.

às 18h52
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Cooperados aprendem sobre importância de separar corretamente lixo eletrônico

Cooperados aprendem sobre importância de separar corretamente lixo eletrônico

Desde o dia 1º de julho, cooperados das cooperativas dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care) e Agentes no Trabalho da Reciclagem de Barra dos Coqueiros (Catre) participam do curso sobre Reciclagem de Eletrônicos. O projeto é uma parceria realizada entre o Instituto GEA e a Universidade de São Paulo (USP) e está sendo realizado até a próxima sexta-feira, 5 de julho, no Campus Aracaju Farolândia na Universidade Tiradentes. A ideia é informar aos catadores sobre a importância da separação correta do material recolhido e os benefícios que a distinção adequada destes produtos agrega em valores financeiros à renda desses profissionais autônomos.

O ajudante de encanador Cleiton Douglas dos Santos ficou surpreso com o retorno que o material reciclado pode gerar. Integrante da Catre desde 2011, ele acredita que o curso contribui para ampliar o conhecimento deles em relação a coleta segura dos produtos. “Aqui estamos aprendendo que quando vendemos um gabinete de computador inteiro, por exemplo, perdemos dinheiro. O ideal é separar as peças para ter maior lucro, além de conhecer bem os materiais para não jogarmos em qualquer lugar e acabar contaminando o meio ambiente”, ressalta o profissional autônomo.

Seguindo as ideias Cleiton, diversos cooperados participam das aulas divididas em dois momentos, teórico e prático. Os perigos dos componentes, dicas de segurança, separação dos materiais e a desmontagem dos equipamentos são algumas das questões ministradas nas aulas. Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade de São Paulo (USP) e um dos instrutores do curso do Instituto GEA, Walter Akio Goya acredita que o curso amplia o conhecimento dos trabalhadores, principalmente, no repasse do material. “Segundo um estudo que fizemos em São Paulo, foi constatado que o pessoal vendia peças de computadores como sucatas de ferro por 25 ou 35 centavos. E este valor pode ser multiplicado por dez se a montagem e separação correta desses componentes forem feitas”, pontua Walter Goya.

Prof.ª Luciana Rodrigues e gestor ambiental Fabiano Saraiva valorizam curso de Reciclagem de Eletrônicos

Prof.ª Luciana Rodrigues e gestor ambiental Fabiano Saraiva valorizam curso

Há cerca de 11 anos, o Instituto GEA trabalha com a questão de minimização de resíduos com projetos desenvolvidos para a coleta seletiva, cooperativas e outras ações de educação ambiental. O curso de Reciclagem de Eletrônicos foi desenvolvido em 2010 e já capacitou mais de 60 cooperativas. Para o gestor ambiental da Ong Fabiano Saraiva, a capacitação levanta diversas questões importantes no trabalho diário das cooperativas em relação a manipulação do lixo eletrônico. “A questão dos resíduos eletrônicos é algo muito novo e existe um risco muito grande se você não souber manipular esses materiais, porque têm substâncias tóxicas. Nosso objetivo é ensinar os catadores a trabalharem de forma segura com o resíduo e contribuir para o aumento da renda deles”, reforça Fabiano Saraiva.

CARE

Há quatro anos, a Universidade Tiradentes realiza um trabalho de parceria com a Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju doando todo o lixo seco produzido na instituição. O convênio, firmado através do projeto Conduta Consciente, beneficia cerca de 90 famílias. “A partir desta capacitação acreditamos que estaremos dando mais uma alternativa para que a comunidade possa descartar esse lixo corretamente. E que a cooperativa consiga fazer melhor uso destes materiais vendendo as peças por um valor maior”, salienta a coordenadora do projeto na Unit, professora Luciana Rodrigues.

Fotos: Marcelo Freitas

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