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Comida de santo é discutida na Unit

Convidado para falar sobre a culinária africana, babalorixá diz que por se tratar de uma religião vinda da África, muitas pessoas desconhecem o significado de cada prato

às 18h40
Pedro Paulino , o Babalorixá
Pedro Paulino , o Babalorixá
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A presença do Babalorixá na aula ministrada pelo professor Marco Antônio Martins de Souza, do curso de Gastronomia, na noite dessa terça-feira, 20, teve como objetivo principal fazer com que alunos do 3º período, que cursam a disciplina Cozinha Regional, conhecessem um pouco mais sobre a origem da culinária utilizada pelos cultos afros.

“Por se tratar de uma manifestação muito presente no cotidiano do brasileiro, é importante que os alunos conheçam a origem dessa comida que é corriqueira, mas, por ser de origem religiosa deve ser apresentada por alguém que esteja inserido no Candomblé”, justifica o docente.

O acadêmico Gustavo Andrade Prado considera importante a presença do Babalorixá para falar sobre a comida de santo. “A gastronomia traduz uma expressão folclórica e por isso mesmo cultural de uma comunidade. Tudo o que consumimos desde a infância tem origem, é fundamental que nós que pretendemos trabalhar com esses alimentos possamos conhecer suas raízes”, pondera Gustavo.

Para o convidado, Pedro Paulino Santos Filho, que no Candomblé é conhecido como Babalorixá do Ilê Axé Dematá Caboclo Urubatan Ni’ Sahara, localizado no município de Itabaiana, há vários aspectos curiosos na culinária africana consumida que passam despercebidos no cotidiano de grande parte da população. Um deles, exemplifica, é o acarajé. “Conhecido como bola de fogo, ele é oferecido a Iansã. E dentro do acarajé há dois outros orixás. A junção dos santos resulta num saboroso e popular quitute africano”, explica o convidado.

O Babalorixá é de opinião que a informação diminui os preconceitos. “As pessoas começam a ver que muitas vezes utilizam coisas do dia-a-dia e que nem sabem que pertence a esta ou àquela religião. A informação acaba quebrando um pouco do preconceito e tabus que provocam o distanciamento entre as pessoas e a religião africana”, justifica.

 

Foto – Marcelo Freitas

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