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Como o diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista ajuda nos cuidados

Estudos genéticos e comportamentais têm buscado identificar a origem do transtorno para ajudar no acompanhamento e evolução do paciente.

às 11h45
Imagem: Freepik
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O professor preceptor do curso de Psicologia da Universidade Tiradentes (Unit), José Marcos Melo dos Santos.
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Pesquisas científicas têm chegado cada vez mais perto de identificar possíveis causas para o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Através da genética e das análises comportamentais dos indivíduos, os cuidados, a atenção e a educação de pessoas com traços de TEA podem ser melhorados. Para os especialistas, quanto mais cedo for feito o diagnóstico e a estimulação por meio de cuidados terapêuticos, maior a possibilidade de evolução do paciente.

O professor preceptor do curso de Psicologia da Universidade Tiradentes (Unit), José Marcos Melo dos Santos, explica como os estudos científicos e comportamentais favorecem o diagnóstico desse transtorno. “Atualmente, é comum observar o crescimento de uma variada gama de estudos genéticos com o objetivo tanto de identificar alterações genômicas e pensar assim em possibilidades terapêuticas, como também a identificação prévia destes genes como uma alternativa preventiva”, disse.

“Pesquisas de caráter genético têm bastante peso na comunidade científica. Sabe-se que com o mapeamento do genoma, tem sido possível intervir cada vez mais cedo em determinadas doenças, como as neoplasias e afins. Um ponto importante é que a partir do mapeamento genético é possível compreender melhor o que as neurodiversidades podem ter em comum, passa-se a analisar o espectro a partir de uma nova ótica”, acrescentou o professor.

Segundo ele, diagnosticar traços autistas pode ser difícil, e os pais devem buscar ajuda profissional ao notar qualquer sinal de TEA na criança. “O diagnóstico de TEA envolve a exclusão de outros diagnósticos, como déficits de audição, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e outras condições. Por isso, deve ser multiprofissional, com neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo. A equipe deve trabalhar como uma rede, articulando a prática e as avaliações, objetivando assim chegar a um diagnóstico conclusivo”, esclareceu.

Nem todas as famílias recebem bem o diagnóstico de um filho ou parente próximo. Então, é necessário estender os cuidados também às famílias. “No tocante à família, é importante que ela esteja assistida desde o momento do diagnóstico, em alguns dos casos o processo de recebimento desse diagnóstico é difícil, cercado de negação, o que pode dificultar o início do acompanhamento. Não obstante, o acompanhamento da família acaba refletindo em uma melhor rede de apoio para o paciente e, por consequência, uma melhor atmosfera, que irá contribuir com a sua evolução”, disse José Marcos.

No geral, durante as intervenções terapêuticas ao indivíduo diagnosticado, ele será submetido a situações de rotina, com o objetivo de construir habilidades sociais que o ajudem a desempenhar atividades comuns com segurança e autonomia.

 

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