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Cultura popular como fonte de inspiração na passarela

Egressos da Unit levam à passarela peças-conceito que destacam o folclore e o bordado. A ideia é a valorização das manifestações populares.

às 19h50
A peça de Alécio apresenta duas faces ...
A peça de Alécio apresenta duas faces ...
... e surpreende pela beleza e criatividade.
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Com o sucesso obtido após a realização do desfile, profissionais da Moda utilizam a TV para dar maior visibilidade a trabalhos que unem a passarela à cultura sergipana.

Motivado pelo desejo de valorizar os grupos e folguedos existentes no município sergipano de Japaratuba, cidade onde nasceu e reside, o estilista Alécio Carvalho Monteiro preparou para seu primeiro desfile uma peça-conceito na qual identifica as festas populares que ocorrem no período de janeiro a junho.

“Parti da festa dos Santos Reis, quando é coroada uma rainha do Cacumbi, até o mês de junho, com as tradicionais quadrilhas juninas”, explica Alécio.

Sua ideia foi dividir a saia utilizada pela modelo (que personifica a rainha) em oito nesgas, cada uma delas identificando uma manifestação popular. “Na parte de cima, trabalhei mais a rainha pela importância da folia de Reis, e na saia coloquei todas as manifestações”, acrescenta o estilista. Estão presentes na peça-conceito o Cacumbi; Maculelê; Reisado; Candomblé; Maracatu; Arthur Bispo do Rosário; Festa das Cabacinhas e o São João.

O resultado do seu trabalho repercutiu de tal maneira que ele e a estilista Mariana Brandão, cujo trabalho estilístico resulta da pesquisa sobre o bordado, voltaram à Unit, onde concluíram graduação no curso tecnólogo em Design de Moda, para uma produção de uma matéria especial feita para ser veiculada na TV.

Ao apresentar sua peça-conceito, Mariana revela o aprendizado adquirido no curso e no dia a dia, apaixonada que é pela profissão.

“Consegui aplicar algumas das diversas técnicas de bordado encontradas aqui no estado”, explica a estilista. Ela lembra que o bordado livre é considerado como um bordado moderno que vem conquistando os jovens, resgatando o passado e desfazendo a imagem de que se tratava de uma ação praticada apenas pelas vovós.

Satisfeita com a escolha da profissão, Mariana lembra que apesar de praticá-la desde muito jovem, o curso teve importância ímpar por agregar conhecimentos em diversas áreas, dentre elas produção e desfile. “O curso me deu uma experiência muito boa. Foi onde consegui fazer estágio e enfrentar o mercado com um conhecimento mais aprofundado”, revela a egressa.

Satisfeita pela repercussão de tudo o que o curso de Moda oferece para seus alunos, enquanto paralelamente conquista o mercado com a inserção de novos profissionais da área, a professora e coordenadora Bruna Marques diz que o objetivo é a visibilidade.

“Um dos pontos principais para que possamos disseminar a moda no estado é incrementar esse trabalho de difusão levando o nome do designer até a mídia”, opina a docente.

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