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Demo Day da Residência em Software apresenta soluções que impactam empresas e serviços públicos

Estudantes apresentaram sistemas criados a partir de desafios reais de instituições parceiras, evidenciando a maturidade da formação prática

às 19h40
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Nesta quarta-feira, 11, os estudantes dos cursos de Tecnologia da Informação (TI) da Universidade Tiradentes (Unit) participaram do Demo Day da residência em software, momento que marcou a conclusão dos quatro ciclos de desenvolvimento realizados ao longo do semestre. As 16 turmas envolvidas, cada uma com 5 a 6 equipes, somaram entre 80 squads, todas dedicadas a resolver desafios reais enviados por empresas parceiras. As apresentações ocorreram nos auditórios do bloco D, onde cada instituição selecionou a solução que melhor respondeu às demandas propostas.

Mais do que um evento, o Demo Day, em parceria com o Porto Digital, representa a consolidação de um processo que se inicia nos primeiros períodos da graduação. A residência oferece uma imersão prática contínua, na qual os estudantes lidam com problemas reais, organizam squads multidisciplinares, participam de mentorias especializadas, estruturam entregas semanais e vivenciam uma dinâmica muito próxima da rotina profissional, experiência que, normalmente, só chegaria nos estágios ou no primeiro emprego. 

Diferente do formato kick-off, que dura pouco mais de um mês, o professor dos cursos de TI, Luiz Gomes, explica que a residência integra quatro disciplinas simultâneas, exigindo maturidade técnica, organização e autonomia. “Além do impacto acadêmico, os projetos desenvolvidos geram resultados diretos para o setor produtivo. A cada semestre, surgem soluções que automatizam fluxos de trabalho, otimizam a gestão de dados e ampliam a eficiência administrativa de empresas públicas e privadas, mostrando que o programa também contribui para a inovação regional”, destaca 

Antes das apresentações oficiais, o público conheceu o Fluffy, aplicativo criado para a startup Neurometa e voltado à organização pessoal e ao cuidado com a saúde mental. A solução ajuda usuários a manter hábitos saudáveis, cumprir metas e preservar o equilíbrio emocional. Os estudantes responsáveis destacaram que o projeto se tornou uma experiência para a vida inteira, pois envolveu desde gestão de produto até design de interface e desenvolvimento da plataforma. O case ilustrou como a residência é capaz de gerar produtos com potencial real de mercado.

Desafios reais e soluções aplicadas

O professor Luiz, que acompanha turmas da residência, explicou que as equipes trabalharam com demandas complexas apresentadas por organizações como Atos Capital, Climb Investimentos, Jotanunes Construtora, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Secretaria de Estado da Educação, Polícia Militar de Sergipe, entre outras. Ele citou o exemplo da Climb Investimentos, cuja gestão de contratos era totalmente manual. “Os alunos desenvolveram um sistema completo, seguro e documental, eliminando riscos do processo e permitindo acesso controlado”, destacou. Para o professor, as entregas superaram expectativas.

A supervisora de programas educacionais do Porto Digital, Bárbara Rodrigues acompanha a rotina de mentorias e suporte logístico nas unidades da Unit em Aracaju e Recife (PE), observando a evolução direta dos alunos. “Diferente de uma sala de aula tradicional, a residência traz o mercado para dentro da universidade. Os estudantes vivenciam exatamente aquilo que vão encontrar no estágio ou no emprego”, afirmou. Segundo ela, o modelo desenvolve tanto competências técnicas quanto habilidades comportamentais, como organização, comunicação e gestão do tempo. 

Para o diretor da Jotanunes Construtora, Everton Teixeira, participar do programa é uma estratégia de desenvolvimento institucional e de formação de talentos. Ele afirma que a empresa já contratou diversos estudantes e ex-alunos oriundos da residência. “Esse modelo é sensacional. Prepara os alunos para o futuro e fortalece as empresas que investem na iniciativa. É uma parceria que queremos manter por muito tempo”, disse.

A Fundação de Saúde Parreiras Horta, representada pelo diretor-geral Charles Leal, também reconhece o impacto do programa. A instituição apresentou um desafio relacionado ao sistema ambulatorial que atende unidades como o Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN), Centro de Hemoterapia de Sergipe (HEMOSE) e Serviço de Verificação de Óbito (SVO). “Nós tínhamos um processo extremamente burocrático e lento. Com o sistema desenvolvido pelos alunos, nossa rotina vai ganhar agilidade, eficiência e qualidade”, afirmou.

Um exemplo desse impacto direto é o trabalho desenvolvido pelo Squad 11, que assumiu o desafio proposto pela Fundação. Entre os estudantes que apresentaram soluções está Guilherme Santos, aluno de Sistemas de Informação, cuja equipe criou um sistema completo para facilitar o acesso a serviços, incluindo doações de sangue. “Criamos uma plataforma de ponta a ponta, com design de alta qualidade, prática e funcional, que atende exatamente às necessidades da população sergipana”, contou. Para ele, trabalhar com colegas de diferentes níveis de experiência tornou o processo mais desafiador e enriquecedor.

Gestão acadêmica e futuro da inovação

Para o diretor acadêmico da Unit, Marcos Wandir Nery Lobão, acompanhar o Demo Day reafirma o crescimento do projeto. Ele destaca que o modelo, implantado inicialmente em Pernambuco e ampliado para Sergipe em parceria com o Porto Digital, tem se fortalecido a cada semestre. “Não é por acaso que as empresas continuam presentes e que muitas abrem vagas de trabalho após os projetos. É uma formação mão na massa, fundamentada em conhecimento, debate e colaboração”, afirmou. O diretor lembrou ainda que 2025 marcou a conquista do Parque Tecnológico, que transformará o bloco B em um ecossistema de inovação com mais de 40 empresas, ampliando ainda mais a conexão entre ensino e mercado.

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