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Dezembro Vermelho

Mês de conscientização chama a atenção para prevenção e detecção precoce da Aids e infecções sexualmente transmissíveis.

às 11h49
“Há uma tendência, e isso são dados dos últimos dez anos, de crescimento do número de casos de Aids no país. A gente não tem como afirmar, mas os estudam apontam que, com os avanços no tratamento, os pacientes descansaram em relação a transmissão. Não houve nenhuma alteração viral quanto a infecção. Se pega Aids como se pegava no começo da epidemia”. O alerta é do infectologista e professor da Universidade Tiradentes, Dr. Matheus Todt.
Dr. Matheus Todt, infectologista e professor da Unit
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O Brasil tem registrado, anualmente, uma média de 41,1 mil casos de Aids nos últimos cinco anos. O dado é do último Boletim Epidemiológico HIV/Aids do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, publicado anualmente com informações e análises sobre os casos de HIV/Aids no país.

“É necessário uma preocupação constante. A campanha reforça as formas de prevenção para retomar a conscientização e diminuição dos números de casos. Como o tratamento se tornou muito disponível, a gente consegue tratar com um comprimido por dia e com pequenas intercorrências, há este aumento de casos de forma global, Brasil e também no Nordeste. A camisinha continua sendo a forma mais efetiva para prevenção”, adverte o médico.

“Quando você adquire o vírus, em duas semanas o paciente tem um quadro de síndrome retroviral aguda. Ele terá alguns sintomas como gripe, febre, mal estar, espirros, ínguas, entre outros. Após este período ele pode passar de seis meses a dez anos sem sentir nada. Durante este período ele vai ficando mais fraco com o vírus circulante e passível a transmissão. Por isso, é importante fazer o diagnóstico precoce”, ressalta o infectologista.

O Programa IST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde de Sergipe já detectou 5.190 casos com HIV no estado. Os dados são o somatório dos casos registrados desde a epidemia ocorrida em 1987. Além disso, mais de 1 000 pessoas vieram a óbito por causa da Aids. No estado, a faixa etária com número de casos mais expressivo é de 20 a 39 anos, com um total de 3.264 registros até o momento.

“Após o diagnóstico, os pacientes ainda chegam ao consultório bastante desesperados e apreensivos. Alguns recebem a notícia em testes de rotina, outros que possuem comportamento de risco, realizam os testes periodicamente. O tratamento atualmente consiste em um medicamento por dia, consultas periódicas, cuidados e prevenção”, observa Todt.

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids, 1º de dezembro, foi instituído pela Organização Mundial de Saúde como uma data simbólica de mobilização para a sociedade com atividades desenvolvidas com foco na prevenção e incentivo de novas ações no enfrentamento do HIV/ Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Com informações do Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe.

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