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Diversidade e respeito nas esquinas de Ará

O dia contra a homofobia é um caminho no combate à discriminação e o preconceito de pessoas LGBTQI+. Linda Brasil é convidada do bate-papo.

às 23h04
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Por Roberta Andrade e Raquel Passos

O Brasil se mantém na liderança do ranking de países que mais matam pessoas trans no mundo. Em 2020, foram 175 travestis e mulheres transexuais assassinadas. A alta é de 41% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 124 homicídios. Segundo aponta o relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra), Sergipe segue na 23º posição no ranking dos estados onde se registrou homicídio na população transgênera – Todas as vítimas eram travestis e mulheres transexuais. 

Em alusão ao Dia Internacional contra a Homofobia celebrado no dia 17 de maio, no último dia 12, a Universidade Tiradentes promoveu o debate virtual “Diversidade e respeito nas esquinas de Ará”, com a vereadora e defensora dos direitos humanos,  Linda Brasil. 

Até ter sua independência financeira e formação acadêmica, Linda passou por obstáculos. “Meu processo de adaptação foi muito difícil. Eu sofri várias violências: tortura física e psicológica, simplesmente por ser diferente. Eu deixei de viver, de sorrir, me afastei das amizades que eu gostava. Eu tive que negar minha naturalidade por muitas vezes para poder me manter no espaço escolar”, conta Linda Brasil. 

Dados da União Nacional LGBT apontam que a expectativa de vida de um transgênero no Brasil é de apenas 35 anos. “A escola não sabe lidar, a família não sabe lidar, a sociedade não sabe lidar. Na verdade existe um extermínio no Brasil por falta de respeito, conscientização e conhecimento. Precisamos acabar com esse sistema misógino, patriarcal e racista – não podemos retroceder –  ocupar e denunciar espaços que antes não podia”, conclui a militante Linda Brasil. 

A assistente social e coordenadora do Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial da Unit, professora Kátia Araújo, destaca a importância do  NAPPS que atua essa temática que mexe com todo mundo: “devemos entender a diversidade de uma forma abrangente, atendendo alunos e colaboradores que têm sofrido com os moldes da sociedade”.

Segundo ela, a discriminação e o preconceito são  uma triste realidade que trazem sofrimento para o ser humano submetido a rótulos. “As mudanças de atitude de fato só acontecem se a percepção de sociedade do outro for igual. Não porque a lei obriga, mas por respeito e atitudes igualitárias”, acredita a especialista. 

LGBTQI+

Com base nas definições da Aliança Nacional, as letras LGB referem-se a orientação sexual da pessoa, ou seja, as formas de se relacionar afetiva e/ou sexualmente com outras pessoas. A outra parte, TQI+ diz respeito a identidade de gênero, isto é, como a pessoa se identifica, e vai além do gênero feminino ou masculino.

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