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É possível combater a masculinidade tóxica?

O tema masculinidades tóxica foi abordado em roda de conversa do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos (PPGD) da Universidade Tiradentes (Unit)

às 20h01
Imagem: Freepik
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Palestrante convidado, o psicólogo Carlos Magalhães
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A masculinidade tóxica e a luta para desconstruir essa figura de homem opressor tem sido debatida no Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos (PPGD) da Universidade Tiradentes (Unit). Em um mundo onde casos de abuso e feminicídio acontecem diariamente, entender quais são as raízes da violência contra a mulher é um ponto fundamental. 

De acordo com o psicólogo Carlos Magalhães, é necessário construir masculinidades positivas e diversas para enfrentar essa problemática que tanto afeta as mulheres no cotidiano. “Durante a pandemia aumentou os casos de violência contra a mulher. O que parece é que esse convívio fez aflorar a necessidade do homem em ser o dominante”, aponta.

“Ser homem acaba recaindo em lugares já definidos na sociedade. E quando a gente sai de lugares biologizantes, não encontramos diferenças significativas em que o homem está na posição de poder, de dominância que justifiquem esse comportamento masculino. Em um país sexista como o Brasil só existe o gênero de homem e mulher e mais nada além disso. E muitas pessoas não questionam o que é ser homem ou mulher, só seguem o que já foi anteriormente estabelecido”, explica

Também foram discutidos temas como os valores masculinos tóxicos tradicionais, um homem que não exibe o suficiente dessas características pode não ser um “homem de verdade”. A ênfase exagerada nesses traços pode levar a desequilíbrios prejudiciais em indivíduos que tentam corresponder a essas expectativas, como por exemplo, comportamento violento, agressão sexual, indiferença com outro gênero, apatia e supressão de emoções, hipercompetitividade, necessidade de dominar ou controlar os outros, baixa empatia, machismo e sexismo

A coordenadora do PPGD, Profa. doutora Grasielle Borges, ressalta a importância de buscar profissionais para falar sobre a problemática que é não mudar um pensamento arcaico. “É importante falar sobre a masculinidade tóxica e como afeta as mulheres na sociedade. É a partir de conversas como essas que podemos desconstruir, construir e reconstruir a sociedade. Principalmente quando esse assunto é levado para as gerações mais jovens, para romper esse ciclo de violência que é transgeracional”, destaca.

Durante a roda de conversa, o psicólogo respondeu dúvidas dos estudantes que estavam participando do debate. A palestra completa está disponível no canal do Youtube da Unit

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