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Está mesmo na hora de retomar shows, eventos e jogos?

Os eventos públicos foram paralisados em todo país por mais de um ano e meio, mas a biossegurança ainda é ponto de discussão para o retorno dessas atividades

às 21h42
Liberação de shows e eventos em alguns estados exige protocolos de biossegurança, que nem sempre são cumpridos com rigor (Tiago Calazans/via TV Jornal)
Liberação de shows e eventos em alguns estados exige protocolos de biossegurança, que nem sempre são cumpridos com rigor (Tiago Calazans/via TV Jornal)
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Transmissoras da Covid-19, a variante Delta do novo coronavírus e muitas outras continuam circulando país afora. As mortes e novos casos continuam aparecendo, ainda que em número bastante reduzido. Contudo, boa parte dos estados brasileiros segue firme na retomada das atividades presenciais com grande presença de público, como shows, eventos e jogos de futebol. O setor de eventos, sejam eles comerciais, culturais ou esportivos, foi um dos mais impactados com a pandemia da Covid-19. Mas será que já está mesmo na hora de liberar esses eventos?

Para a professora Evelyne Gomes Solidonio, biomédica e coordenadora de pesquisa e extensão da Faculdade Tiradentes (Fits), esse processo de retomada pode ser duvidoso em termos de biossegurança. “Por mais que os governos dos Estados tenham feito regras e montado todo um esquema de biossegurança, é complicado que essas regras sejam seguidas e fiscalizadas pelos órgãos. Então em termos de biossegurança, não acho interessante ainda”, afirma ela, ponderando que a reabertura pode ser válida sob os pontos de vista da economia e do bem-estar psicológico da população.

Ainda que haja a adoção do distanciamento social, do uso de máscara e do álcool em gel, as pessoas ainda correm risco nesses ambientes. “A gente percebe, circulando em alguns locais, que é muito complicado as pessoas seguirem essas regras, não fazem uso da máscara e não respeitam o distanciamento social, correndo o risco de contrair a doença e a transmitirem também”, alerta Evelyne, lembrando que a vacina não impede a pessoa de ser contaminada e desenvolver a Covid, mas diminui sua gravidade

“Além disso, a pessoa vacinada também pode ser portadora assintomática do vírus e levar a doença para outras pessoas que, de repente, ficaram em casa se cuidando. Talvez a doença desenvolvida por um indivíduo não foi de uma das variantes atualmente em circulação.  Então ele pode ficar doente novamente. Assim há um aumento do número de casos, internações e de mortes também”, salienta a professora.

A apresentação do cartão de vacinação e dos testes de covid negativo, adotada nos protocolos determinados em decreto pelos governos estaduais, são ferramentas que podem auxiliar a realização desses eventos. “A questão do passaporte de vacinação e da testagem negativa, é algo que se consegue controlar na entrada do evento. Se a pessoa não estiver vacinada ou não mostrar um teste negativo, ela não entra. Isso já daria alguma segurança para que esses eventos acontecessem com a menor probabilidade de casos de surto”, completa a coordenadora da Fits.

Asscom | Grupo Tiradentes

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