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Formação prática impulsiona egresso a fundar empresa na área de Engenharia

Vivências em laboratório, estágio e ensino motivaram Aesque Carvalho a criar a Minerva Engenharia de Projetos

às 14h25
Aesque Carvalho- Engenheiro Civil
Aesque Carvalho- Engenheiro Civil
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Não foi um plano traçado desde cedo. Antes de chegar à universidade, a ideia de futuro de Aesque Carvalho parecia diluída entre possibilidades, interesses e incertezas. A virada começou quando ele percebeu que a curiosidade por projetos de casas e apartamentos poderia ir além de um interesse passageiro e se tornar uma escolha de vida. Foi nesse ponto que Engenharia Civil entrou nas opções e a Universidade Tiradentes (Unit) passou a ser o cenário onde essa decisão ganharia consistência.

A mudança de Alagoinhas (BA) para Aracaju não veio acompanhada de garantias, mas de confiança transmitida por um amigo que já estudava na instituição. A recomendação, somada à percepção de que a área oferecia boa projeção profissional, pesou na escolha. “Acabei vindo para a Unit por conta de um amigo que falava muito bem da universidade”, lembra. A aposta, como ele descobriria mais tarde, abriria caminhos que iam muito além do diploma.

A confirmação de que estava no rumo certo veio com o avanço da graduação. No 5º período, quando as disciplinas passaram a dialogar diretamente com projetos, o interesse se transformou em convicção. “Quando comecei a ter matérias sobre projetos, percebi que realmente gostava de fazer aquilo. A partir dali, teoria, prática e propósito começaram a se encontrar”, conta. 

Do aprendizado ao exercício do ensino

A trajetória de Aesque não se restringiu às aulas formais. Ele buscou experiências que extrapolassem o currículo tradicional e testassem suas habilidades em contextos reais. A monitoria foi determinante nesse processo, revelando algo que até então ele não havia considerado: afinidade com o ensino. “Na monitoria descobri minha aptidão por ensinar”, afirma.

Cursos de extensão e atividades complementares também ampliaram repertório e visão de mundo. “Essas experiências me ajudaram a transformar conteúdos técnicos em ferramentas aplicáveis, conectando conhecimento e prática cotidiana. Esse movimento foi decisivo para que o aprendizado deixasse de ser apenas acumulativo e passasse a ser formativo”, relembra.

O estágio em um escritório de projetos consolidou essa transição. Ali, a rotina profissional mostrou de maneira concreta como decisões técnicas impactam obras, equipes e resultados. “Foi no estágio que confirmei que eu realmente gostava do que faço hoje. A vivência foi o ponto de inflexão entre ser estudante e começar a se perceber como profissional”, explica.

Prática como eixo formador

Laboratórios, infraestrutura e metodologias integradas contribuíram para manter o engajamento ao longo dos semestres. Esse ambiente, segundo ele, foi decisivo para sustentar a motivação nos momentos mais exigentes da graduação. “Toda a estrutura como um todo me motivou a não desistir do curso”, recorda.

Ao refletir sobre as competências desenvolvidas, Aesque associa o crescimento técnico à capacidade de leitura de cenários, resolução de problemas e persistência. “Esses elementos se somaram ao foco e ao raciocínio analítico, moldando a postura profissional que hoje me leva para o mercado”, compartilha.

Criar a própria oportunidade

Ao concluir a graduação, o cenário não oferecia certezas imediatas de emprego. Em vez de esperar, Aesque decidiu construir seu próprio caminho. Valendo-se da experiência com ensino adquirida na universidade, começou a oferecer cursos presenciais e on-line de Revit. “Eu tenho orgulho de dizer que criei a minha oportunidade”, relata.

A visibilidade conquistada com os cursos ampliou conexões e abriu portas para novos projetos. De alunos surgiram indicações e, com o tempo, a demanda por serviços cresceu. Esse movimento levou à criação da Minerva Engenharia de Projetos, empresa especializada no desenvolvimento de projetos de instalações com metodologia Building Information Modeling ou Modelagem da Informação da Construção, conhecida como BIM.

Ele associa esse impulso empreendedor a algo maturado na graduação: enfrentar desafios sem recuar. “Os desafios diários com as matérias me despertaram resiliência. A combinação entre técnica, autonomia e persistência acabou se transformando na base do negócio”, diz.

Aprendizados que seguem no dia a dia

No exercício profissional, Aesque reconhece que os conhecimentos adquiridos não se restringem aos cálculos e softwares. Elementos como paciência, organização mental e capacidade de filtrar prioridades tornaram-se parte do cotidiano. “Foco, raciocínio, paciência e resiliência” é como resume o conjunto de competências que mais utiliza.

A experiência acadêmica também o levou a enxergar o tempo de formação como um processo de construção gradual. Muitas disciplinas, que à primeira vista pareciam distantes da prática, revelaram seu papel na formação de habilidades mais amplas. “Lá na frente, percebemos que elas foram necessárias”, afirma, ao orientar estudantes a absorver o máximo durante a graduação e, depois, saber filtrar o que melhor se conecta com seus objetivos.

O olhar para o futuro segue voltado ao crescimento sustentável da Minerva Engenharia de Projetos. “Mantê-la atualizada e alinhada às inovações do mercado é condição para alcançar novos patamares. O objetivo é claro: consolidar a empresa como referência nacional no setor de projetos”, elenca.

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