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Grupo Tiradentes adota acessibilidade como inclusão para todos

A adaptações na arquitetura, tecnologias assistivas e medidas de aprendizagem estão entre as boas práticas de acessibilidade adotadas

às 21h43
Rampas, pisos táteis e elevadores são alguns exemplos de recursos de acessibilidade dispostos nos campi do Grupo Tiradentes (Gabriel Damásio/Asscom GT)
Rampas, pisos táteis e elevadores são alguns exemplos de recursos de acessibilidade dispostos nos campi do Grupo Tiradentes (Gabriel Damásio/Asscom GT)
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Falar em acessibilidade não é apenas se referir a pessoas com deficiências. Em um conceito mais amplo, trata-se de possibilitar o acesso a algo, a facilidade na aproximação, no tratamento ou na aquisição de algo. É tornar mais fácil a inclusão nos ambientes e nas atividades diárias realizadas. Segundo o Ministério da Saúde, o termo acessibilidade significa incluir a pessoa com deficiência na participação de atividades como uso de serviços e informações. E no ensino superior, a acessibilidade também deve ser preconizada. 

A coordenadora Kátia Araújo, do Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial (NAPPS) da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe) afirma que há, na unidade, um trabalho de atenção, atendimento e acolhimento de alunos e colaboradores com deficiências, síndromes e transtornos, com diversos setores trabalhando em alguns eixos para minimizar os desafios enfrentados. “Na arquitetura com a parte estrutural, temos rampas de acesso aos deficientes locomotores; banheiros e bebedouros adaptados, piso tátil, sinalização dos espaços em Braille; existe ainda o uso de Tecnologias Assistivas, no geral, para a Educação”, citou. 

No campo educacional e pedagógico, as tecnologias assistivas disponíveis aos alunos e professores são computadores adaptados com software de voz, teclado e impressora em Braille, lupa, etc. Também são adotadas medidas individuais e coletivas que maximizem o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno. E nas atividades pedagógicas, os alunos que precisam de provas adaptadas, com maior tempo ou por meio do computador, contam com material impresso em 3D, textos ampliados e intérpretes de Libras para acompanhar o aluno surdo nas aulas presenciais e virtuais, além de aulas de reposição, eventos e estágio.

Para a coordenadora, a questão mais preocupante é a necessidade de mudança de atitude. “Pois há informação, mas depende dos sujeitos mudarem o curso da história, e o principal é o respeito à outra pessoa, como seu igual em humanidade, porém diferente em cultura, etnia, religião, orientação sexual, cor, classe social, etc. Por isso, realizamos atividades contínuas, com palestras, notas e informativos, tanto para alunos com deficiência quanto para o público geral. Ou seja, este é um tema que precisa ser discutido, entendido e praticado”, destacou. 

Legislação 

Desde 2016, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) afirma, no Art. 27, que a educação é um direito da pessoa com deficiência e que o sistema educacional deve ser inclusivo em todos os níveis. Além disso, de acordo com a Portaria Nº 20, do Ministério da Educação (MEC), as universidades precisam estar acessíveis seguindo a legislação em vigor para poderem oferecer seus cursos, ou seja, sem acessibilidade as universidades não vão conseguir credenciar ou recredenciar seus cursos.

Kátia Araújo ressalta que acessibilidade é uma forma de inclusão e de cidadania, sendo ela uma das principais diretrizes institucionais que norteiam o Grupo Tiradentes. “Voltar o olhar com mais atenção para o entorno e perceber que o respeito é importante e valioso para a convivência social. Caso haja a percepção de que alguma situação não está de acordo, há equipes à disposição para que  colaboradores, alunos e professores participem, porque com certeza iremos buscar uma solução, finaliza.

Asscom | Grupo Tiradentes

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