Realizar um intercâmbio é muito mais do que uma oportunidade acadêmica. É um mergulho em novas culturas, hábitos e formas de pensar, capaz de transformar a maneira como o estudante enxerga o mundo e o próprio futuro profissional. Essa vivência, cada vez mais valorizada por universidades e empregadores, contribui não apenas para o aprimoramento técnico, mas também para o desenvolvimento pessoal e emocional, tornando os alunos mais autônomos, comunicativos e preparados para atuar em contextos globais.
Foi com esse espírito que Kevin Santiago Quintero Torres, estudante de Educação Física da Universidad de Santo Tomás – Tunja (Colômbia), decidiu embarcar em uma jornada de aprendizado no Brasil. Desde o dia 20 de julho, ele participa de um intercâmbio na Universidade Tiradentes (Unit) onde permanecerá até o dia 17 de dezembro.
Segundo o estudante, a escolha do país e da instituição foi motivada por indicações positivas de ex-intercambistas e pelo desejo de vivenciar uma nova cultura. “Escolhi o Brasil para aprender uma nova cultura e idioma, e a Unit por recomendação de estudantes que já haviam feito intercâmbio aqui. Todos falaram muito bem da experiência”, conta Kevin.
Integração e aprendizado na rotina acadêmica
A adaptação à nova realidade acadêmica tem sido positiva. Kevin percebe semelhanças entre as universidades dos dois países, destacando apenas pequenas diferenças no método de pesquisa e nas normas de citação utilizadas em trabalhos acadêmicos. “Eles são semelhantes, o que muda é o método de pesquisa e citação dos autores”, explica.
O estudante também ressalta a flexibilidade dos horários e o formato das aulas, que considera dinâmico e eficiente. “Apesar das aulas serem curtas, sinto que é tempo suficiente e o foco de atenção dura para aprender”, afirma. Ele aproveita o intercâmbio para ampliar seus conhecimentos na área esportiva e, ao mesmo tempo, aprimorar o português. “Quero aprender mais sobre esportes e exercícios e dominar um novo idioma. Sinto que, comparado a quando cheguei, já progredi muito”, compartilha.
Além das salas de aula, Kevin tem aproveitado a convivência com outros estudantes e professores para expandir seu repertório cultural e profissional. Ele reconhece que a vivência na Unit tem sido essencial para abrir novas perspectivas de carreira. “Essa experiência me deu uma nova visão de vida. No futuro, gostaria de retornar e exercer minha profissão neste país”, completa.
Apoio e acolhimento com o Programa Buddy
Um dos pilares que facilitam a adaptação dos alunos estrangeiros na Unit é o Programa Buddy, que conecta intercambistas a estudantes locais voluntários. Esses “buddies” palavra que significa “amigo” em inglês ajudam na integração cultural, acadêmica e social, sendo uma ponte essencial no processo de acolhimento.
Na experiência de Kevin, o apoio veio de Thiago Levi Silvino Santos, estudante de Fisioterapia da Unit, que atua como seu buddy. Ele explica que o processo para participar do programa é simples e começa com um formulário de inscrição e uma entrevista. “Depois da aprovação, o voluntário é designado para acompanhar um intercambista, auxiliando na adaptação e integração”, conta Thiago.
Entre suas principais funções, o estudante destaca o apoio prático e cultural. “Ajudamos na integração com outros alunos, apresentamos aspectos da nossa cultura e gastronomia, e mostramos um pouco do estilo de vida brasileiro”, explica. Segundo ele, essa convivência também tem sido uma oportunidade de aprendizado mútuo. “Estamos praticando muito o idioma e aprendendo um pouco da língua e da cultura colombiana”, ressalta.
Troca de experiências e crescimento mútuo
Thiago relata que o intercambista colombiano tem se mostrado bastante receptivo e curioso em relação ao Brasil. “Kevin aparenta estar se adaptando bem, mostra aprimoramento no domínio do idioma, independência e curiosidade em saber sempre um pouco mais do país”, observa. Para ele, o Programa Buddy é essencial para tornar o ambiente universitário mais acolhedor e inclusivo. “É muito importante para orientar o aluno internacional e ajudá-lo nos trâmites burocráticos e acadêmicos. Além disso, cria laços de amizade que talvez não acontecessem sem o programa”, completa.
Os primeiros dias, no entanto, exigiram paciência e organização, especialmente no processo de documentação. “A fase inicial pode ser complicada e estressante, com muitos documentos e agendamentos. Mas, depois que isso passa, tudo se torna mais fácil e tranquilo”, relembra Thiago.
Com o apoio do buddy, Kevin tem vivido momentos únicos dentro e fora da universidade. Ele destaca a atenção e disponibilidade de Thiago em todas as situações. “Ele tem me apoiado muito, não só na universidade, mas também fora dela. É uma pessoa muito atenciosa e sempre pronta para ajudar. Ele organiza passeios e reuniões com os intercambistas, o que torna a experiência ainda mais rica”, compartilha o colombiano.
Leia também: Egressa da Unit publica pesquisa sobre cristais derivados do óleo da moringa