ESTUDE NA UNIT
MENU
Menu Principal

Mulheres vítimas de violência devem ter assistência psicológica

Graves violações contra os direitos das mulheres impactam na qualidade de vida de famílias inteiras

às 13h39
A violência doméstica é considerada uma questão de saúde pública, que afeta profundamente as vidas de todos ao redor (Stocksnap)
A violência doméstica é considerada uma questão de saúde pública, que afeta profundamente as vidas de todos ao redor (Stocksnap)
Compartilhe:

A assistência psicológica é um dos serviços essenciais à mulher que sofre agressão e violência. O acesso ao serviço nem sempre é garantido, agravando ainda mais a situação de quem passou por graves violações de seus direitos. Espaços públicos e privados são locais de violência, sendo esta não apenas física, mas também psicológica e moral. 

No Brasil, a Lei Maria da Penha, criada em 2006, reconhece cinco tipos de violência doméstica contra a mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Muitas vezes, a agressão física é antecedida por insultos, xingamentos, desvalorizações que reduzem a autoestima e fazem as mulheres se sentirem inferiores e infelizes. A violência psicológica constante e progressiva causa danos à saúde física e emocional. 

O acúmulo de tensão e estresse numa rotina doméstica ou profissional deteriora a qualidade de vida, interfere nas relações sociais e familiares, no exercício da cidadania. Esse quadro demanda apoio profissional em prol da superação. A assistência é um direito das vítimas, pois a violência doméstica é considerada uma questão de saúde pública, que afeta vidas profundamente.

Sua importância está em possibilitar reflexão sobre a situação vivida, maior entendimento de suas causas e desenvolvimento da autonomia nas relações e vivências. Os profissionais envolvidos nesse atendimento tem o papel de orientar com informações objetivas sobre seus direitos, fortalecendo a vítima para que possa sair da situação em que se encontra. 

Trabalho psicológico 

Dificilmente, as mulheres possuem mecanismos necessários para mudarem sozinhas sua realidade e superarem as consequências das situações vivenciadas. Ao mesmo tempo, as sequelas deixadas por esse processo não permitem a ela confiar. Um profissional de psicologia colabora, inclusive, na preparação para o enfrentamento legal do problema. 

Independentemente da abordagem ou método escolhido para realizar o atendimento à mulher vítima de violência, o profissional cria um vínculo terapêutico para criar um ambiente seguro e confiável. Desta forma, ela conseguirá compartilhar as experiências de sofrimento. A escuta qualificada de um terapeuta, feita de forma adequada e ativa, facilita a verbalização.  

E por meio da autoexpressão no atendimento psicológico, a pessoa compreende sua experiência e a enxerga de forma crítica. Com a ampliação dessa consciência, a mulher conseguirá se proteger da violência, bem como resgatar sua identidade e autoestima, um dos objetivos principais do trabalho de assistência psicológica. 

O trabalho exige bastante do profissional, que vai trabalhar em conjunto com a paciente a mudança de visão a respeito de fenômenos que foram naturalizados. Nem sempre, ao solicitar auxílio, isso significa que ela está em condições de colocá-lo em prática, devido aos complexos efeitos da violência sobre sua saúde emocional. Algumas vítimas chegam a se sentir culpadas ou responsáveis pela violação sofrida, algo que a psicoterapia também vai trabalhar para ressignificar. 

Dia da Não-Violência

A violência de gênero é todo ato de violência baseado no gênero, principalmente contra a mulher, tendo como resultado o dano físico, sexual ou psicológico, incluindo ameaças, coerção e privação da liberdade na vida pública ou privada. É um problema que atinge covardemente milhões de vítimas de todo o mundo e sua complexidade impacta até mesmo a economia de países.

Em 2021, o Banco Mundial vai apresentar o relatório “Segurança em Primeiro Lugar: Como Alavancar as Redes de Proteção Social para Prevenir a Violência Baseada em Gênero”. O levantamento mostra que a violência com base em gênero pode provocar uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) anual de até 3,7%. O valor equivale ao que a maioria dos países em desenvolvimento gasta com educação primária. 

Essa divulgação ocorre dentro de uma programação que lembra o ”Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher”, comemorado em 25 de novembro. A campanha anual acontece desde 1999, quando uma Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) impulsionou governos para a promoção de agendas com ações de enfrentamento e de conscientização social dentro da temática.

Asscom | Grupo Tiradentes

Compartilhe: