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O que está por trás da mudança de nome do Facebook?

No fim do mês de outubro, o Facebook anunciou a mudança do seu nome para Meta, simbolizando sua nova fase por meio da criação do Metaverso

às 19h00
Imagem: Facebook
Imagem: Facebook
Professora Pollyana Bittencourt
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No fim do mês de outubro, o mundo foi pego de surpresa com o anúncio da mudança de nome do Facebook para Meta. De acordo com o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, a troca ocorre para simbolizar a nova fase, que está focada em construir um metaverso. Seu conceito é basicamente um universo virtual onde as pessoas vão interagir entre si por meio de avatares digitais. 

Esse mundo será criado a partir de diversas tecnologias, como realidade virtual, realidade aumentada, redes sociais, criptomoedas e muitas outras ferramentas. A ideia é que o metaverso seja uma espécie de Internet 3D, onde comunicação, diversão e negócios existirão de forma imersiva e interoperável. Esse metaverso buscado por diversas empresas ainda não existe, mas essa ideia de integração virtual já foi tema de diversas histórias de ficção científica como  ‘Neuromancer’ de William Gibson e ‘Jogador Nº 1’ de Ernest Cline. 

De acordo com Pollyana Bittencourt, professora do curso de Jornalismo da Universidade Tiradentes, é preciso ressaltar que o projeto depende muito do funcionamento do padrão de tecnologia 5G, ideal para o fluxo dos metadados e que o Metaverso busca ir além do entretenimento . “Podemos esperar maior dependência da plataforma. Isso é preocupante para quem está na ponta e não lucra com esse projeto. Acredito que é mais uma plataforma regida por um grupo minoritário que se torna mais rico e mais forte em detrimento à maioria”, reflete. 

Caso se concretize, o Metaverso será um complemento à Internet atual, e não um substituto, podendo ser acessado não apenas por meio de dispositivos de realidade virtual, mas também no PC, celulares e consoles de videogame. Apesar da inovação tecnológica, as problemáticas da sua criação também se fazem presentes.

“O Facebook, como diversas outras plataformas, não nos garante privacidade e em caso de vazamento de dados não são punidos como deveriam. Ainda que tenhamos a LGPD e o Marco Civil da Internet, o caminho dessa regulamentação e execução é longo. Grandes empresas devidamente articuladas mundialmente crescem e não nos dão a opção de fazer escolhas”, reitera Pollyana.

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