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Os cuidados e as vantagens de congelar e descongelar alimentos

Professora da Unit explica que a prática de congelar alimentos ajuda a conservá-los e mantê-los saudáveis, mas que o processo exige alguns cuidados, sobretudo com a temperatura

às 21h04
Congelar os alimentos é recomendado para os que querem manter uma alimentação mais saudável, mas deve ser feito com cuidado para evitar problemas ou transtornos (SerPhoto/Adobe Stock)
Congelar os alimentos é recomendado para os que querem manter uma alimentação mais saudável, mas deve ser feito com cuidado para evitar problemas ou transtornos (SerPhoto/Adobe Stock)
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A rotina frenética do dia a dia impõe uma dedicação maior de tempo para o trabalho, estudo e outras atividades, diminuindo o tempo de ações mais corriqueiras e necessárias, como o preparo e o consumo das refeições diárias. Essa situação leva muitas pessoas a uma medida prática: congelar os alimentos preparados com antecedência (ou deixá-los guardados na geladeira) e esquentá-los novamente no forno microondas. 

O hábito é até recomendado para os que querem manter uma alimentação mais saudável, mas deve ser feito com cuidado para evitar problemas de saúde ou o transtorno de ter que jogar a comida fora, por ela estar estragada. 

A professora Ana Carolina Machado, docente do curso de Nutrição e preceptora em UAN (Unidade de Alimentação e Nutrição) na Universidade Tiradentes (Unit), explica que a conservação através do frio é uma das principais ferramentas utilizadas na tecnologia de alimentos como ferramenta de aumentar a vida útil deles, além de ser uma das mais recomendadas formas de reduzir o risco de contaminação. 

“O congelamento de refeições entra como uma ótima opção para conseguirmos manter uma alimentação saudável mesmo com a correria do dia a dia. Porém, o cuidado no preparo dos alimentos é fundamental para que o alimento continue seguro até o momento do consumo”, orienta Ana.

Uma prática ideal a ser adotada após o processo de cozinhar os alimentos é separá-los em pequenas porções para guardar. Há quem prefira separar essas porções por alimento e quem prefira separá-las por refeição pronta. 

Ana Carolina cita quatro recomendações importantes para dar mais segurança ao processo de congelar e descongelar os alimentos:

– Cuidado na escolha dos alimentos que serão congelados
Frutas e vegetais para saladas cruas não são boas opções para congelamento. “A textura pode ficar alterada e ao descongelar, não funciona muito bem. O mesmo vale para batata inglesa. Batata cozida, purê de batata ou nhoque de batata ficam com textura não agradável ao paladar”, fala a professora.

– Cuidado com a temperatura
Ao terminar de preparar as suas refeições, leve-as ao refrigerador (geladeira) por algumas horas para que a temperatura diminua reduzindo riscos. A seguir, pode-se congelar a sua preparação com menos riscos de formar cristais de gelo. “O alimento não estraga se você colocá-lo quente na geladeira. O que vai acontecer talvez seja uma demanda de trabalho um pouco maior da sua geladeira, mas nada que a danifique”, esclarece Carolina, acrescentando que as marmitas congeladas podem durar de três a seis meses, dependendo da potência do congelador.

– Evite o recongelamento
Se você tirou uma marmita congelada e não quer consumir, evite colocá-la de volta no congelador. Mantenha-a na geladeira e faça o consumo em até 72 horas.

– Descongelamento para o consumo
O ideal é que o descongelamento seja feito sob controle de temperatura. “Ou seja, nada de tirar a marmita congelada e colocar para descongelar em cima da bancada da cozinha. Deve-se retirar a refeição e colocá-la na geladeira até descongelar. Se você quiser fazer o consumo imediato, pode levar para descongelar no micro-ondas que também é seguro”, orienta a nutricionista.

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