A prevenção continua sendo o caminho mais eficaz para salvar vidas. O câncer de mama, apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, ainda é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil. Por isso, campanhas como o Outubro Rosa ganham cada vez mais relevância, principalmente entre o público idoso, que precisa manter o acompanhamento médico e os exames preventivos em dia.
Com esse propósito, antes de encerrar o mês de outubro, o Programa de Assistência Integral à Melhor Idade (PAIMI), projeto de extensão da Universidade Tiradentes (Unit), realizou uma série de atividades especiais voltadas à conscientização sobre o câncer de mama. A programação envolveu palestras, orientações e momentos de interação conduzidos pelos cursos de Farmácia e Fisioterapia, reforçando o compromisso do programa com o bem-estar e a informação das participantes.
De acordo com a coordenadora do PAIMI, Zulnara Mota, a ação buscou proporcionar aprendizado e acolhimento. “No início de outubro, mês em que celebramos o Outubro Rosa, tivemos uma tarde especial com o pessoal do curso de Farmácia, que apresentou às nossas idosas um tema muito importante: o cuidado com as mamas. Foi uma mini palestra, mas sempre com muitas orientações e aprendizados, mostrando como realizar o autoexame e a importância de estar atenta a qualquer alteração”, explicou.
Informação e cuidado como rotina
As atividades do Outubro Rosa no PAIMI também contaram com a participação da professora de Fisioterapia Maria Jane Aquino. Juntos, eles ministraram uma palestra interativa, em que as idosas puderam tirar dúvidas e compartilhar experiências pessoais e familiares relacionadas ao câncer de mama. “Abordamos como surgiu a campanha, de que forma é possível se prevenir contra a doença, quais são os principais tratamentos e como a fisioterapia atua nesse processo”, contou Maria Jane.
Para ela, o principal objetivo foi estimular o autocuidado e a atenção ao corpo. “Queremos deixar uma mensagem de incentivo: conhecer o próprio corpo, realizar o autoexame e, caso perceba algo diferente, procurar o serviço médico. É fundamental que cada mulher se cuide e se mantenha atenta à sua saúde”, reforçou.
A estudante Anne Beatriz Santos Almeida, uma das participantes da ação, explicou que a turma foi dividida em grupos para desenvolver atividades complementares voltadas ao público do PAIMI. “Estamos aplicando questionários e realizando testes com as participantes, principalmente voltados à insuficiência venosa. Também avaliamos o equilíbrio, a força muscular e a presença de varizes, buscando compreender como essas condições impactam a qualidade de vida das idosas”, contou. Segundo ela, outro grupo realizou testes de espirometria, para avaliar a capacidade e a força respiratória das participantes.
Histórias de aprendizado e superação
Entre as idosas atendidas pelo PAIMI, as ações do Outubro Rosa despertaram não apenas o cuidado com a saúde, mas também o sentimento de pertencimento. Givalda Santos, participante do programa há um mês, contou que encontrou no projeto um espaço de acolhimento e transformação. “Antes, eu estava em casa sem nenhuma atividade e, depois que soube do projeto, quis participar. Esperei quase um ano para conseguir entrar, mas graças a Deus consegui. As atividades são maravilhosas, especialmente agora, nesse período do Outubro Rosa”, disse.
A participante Valdete Assunção também destacou a importância de iniciativas como essa para manter a saúde em dia. “É muito bom participar dessas atividades, porque hoje em dia a gente vê tantos casos de câncer, e quanto mais informação, melhor. Eu faço meus exames todos os anos desde os 40, e sempre me cuido”, afirmou.
Ela relembrou experiências pessoais que reforçam a necessidade do acompanhamento médico. “Tive um irmão que faleceu há uns quatro anos, ele teve câncer de fígado e de próstata. A médica recomendou que meus sobrinhos e filhos façam o exame regularmente. Eu sempre lembro a eles da importância disso. Essas palestras são muito boas, porque esclarecem muita coisa. Tem gente que tem vergonha de falar sobre o assunto, e aqui elas se sentem à vontade para conversar”, contou Valdete.
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