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Patente com peso de ouro

Docentes da Unit criam tecnologia mais barata e sustentável para tratamento de efluentes e vencem prêmio nacional

às 20h34
Professores Giancarlo e Katlin coordenam pesquisa
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Professores Giancarlo e Katlin coordenam pesquisa

Professores Giancarlo e Katlin coordenam pesquisa

Os professores doutores do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Processos – PEP – da Universidade Tiradentes e pesquisadores do Instituto de Tecnologia e Pesquisa – ITP –, Giancarlo Richard Salazar Banda e Katlin Ivon Barrios Eguiluz, conquistaram a Medalha de Ouro WIPO. Concedida pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (World Intelectual Property Organization), esta é a única premiação destinada a inventores brasileiros e foi criada pela entidade internacional com sede na Suíça, a pedido do então presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva.

A entrega da honraria aconteceu na abertura do 8º Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Tecnologia – Fortec –, no dia 18 de maio, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. O secretário nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Álvaro Toubes Prata, e a vice-diretora da WIPO, Maria Beatriz Amorim Páscoa Borther, fizeram a entrega da medalha ao professor Giancarlo Banda, inventor principal, e ao presidente do ITP, Leonardo Maestri Teixeira.

A WIPO é uma das 16 agências especializadas da ONU e tem o objetivo de promover a proteção da propriedade intelectual ao redor do mundo. A cada ano, somente uma patente é premiada com a Medalha WIPO no Brasil. Os docentes da Unit foram condecorados graças à patente do projeto intitulado “Processo de obtenção de Ânodos Dimensionalmente Estáveis – ADEs – com auxílio de líquidos iônicos e sais de metais sobre um suporte”.

A pesquisa foi desenvolvida em parceria com o professor doutor Carlos Carlesi Jara, da Escola de Engenharia Química da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso, no Chile, e com o mestre e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Processos da Unit Tarciso Eder Santana Santos. A patente foi concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI –, por meio do Programa de Patentes Verdes.

“A escolha levou em consideração cinco itens, que abarcaram desde as prováveis aplicações e usos, os benefícios financeiros, a relevância do impacto para o aprimoramento do meio ambiente, até a associação entre as atividades desenvolvidas pela equipe de inventores e pelo Núcleo de Inovação Tecnológica do ITP, à comercialização da tecnologia”, explica o professor Giancarlo Banda, principal inventor do projeto. 

A tecnologia

Os Ânodos Dimensionalmente Estáveis são eletrodos utilizados no tratamento de efluentes contaminados. Removem os poluentes da água através da aplicação de corrente elétrica. A invenção do professor Giancarlo Banda e sua equipe reduz os custos na produção desses ADEs, em decorrência da drástica redução da energia e tempo despendidos no processo.

“A demanda por processos de produção ambientalmente sustentáveis tem se ampliado e a tecnologia de ADEs vem nessa direção. Enquanto patente verde registrada na categoria de gerenciamento de resíduos, o impacto que a nossa tecnologia pode gerar é enorme, tendo em vista a amplitude de efluentes aos quais poderá ser empregada; aos excelentes resultados obtidos em atividade oxidativa, sem os graves problemas ambientais provocados pelo uso de ânodos de chumbo; e a alta eficiência energética e as reduções de materiais empregados na sua produção, poupando ainda mais recursos”, ressalta o professor Giancarlo.

No Instituto de Tecnologia e Pesquisa está sediada a Agência de Gestão da Inovação e Transferência de Tecnologia – AGITec –, responsável desde o depósito da patente até o estabelecimento dos contratos de transferência. Para a tecnologia em questão estão envolvidos recursos internos para prover informações sobre o mercado potencial, estabelecer tecnologias similares, competidoras ou substitutas, com o objetivo de dimensionar sua valoração correta.

Uma vez em escala piloto, um estudo de viabilidade técnica e econômica é elaborado para consubstanciar as negociações de transferência. Os contatos com possíveis empresas interessadas estão em andamento, concomitantemente à busca de empreendedores que desejem desenvolver comercialmente a tecnologia na Incubadora de Base Tecnológica – Itec –, também vinculada ao ITP.

“Entretanto, foi consenso entre o Núcleo de Inovação Tecnológica e os inventores, que o momento ideal para a transferência ou comercialização da tecnologia será após o fortalecimento da proteção da plataforma como um todo, a partir da utilização dos resultados dos experimentos em escala piloto para obtenção de uma valoração condizente com o impacto da tecnologia – ações que já estão em andamento”, afirmam Giancarlo Banda e Leonardo Teixeira.

COORDENADORES DA PESQUISA

Giancarlo Banda (Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 2)

Graduado em Engenharia Química pela Universidad Nacional de San Agustin (1998), com mestrado em Engenharia Química pela Universidade Federal de São Carlos (2002), doutorado em Química (Físico-Química) pela Universidade de São Paulo (2006) e pós-doutorado no Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo entre 2006 e 2009. Atualmente é Líder de Grupo de Pesquisa/CNPq intitulado “Grupo de Eletroquímica e Nanotecnologia”; e coordenador do Laboratório de Eletroquímica e Nanotecnologia – LEN/ITP. É pesquisador principal do Núcleo de Excelência – Pronex – em Sistemas Coloidais e docente nos Programas de Mestrado e Doutorado em Engenharia de Processos da Universidade Tiradentes junto ao Instituto de Tecnologia e Pesquisa. Atualmente é membro Titular da Câmara Superior, assim como coordenador da área de Engenharias e Computação da Fapitec. É também docente da Unit nos cursos de graduação em Engenharia Ambiental e de Petróleo.

Katlin Eguiluz (Bolsista de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq – Nível 2)

Possui graduação em Engenharia Química – Universidad Nacional de San Agustin de Arequipa (2000) e mestrado em Engenharia de Materiais (Interunidades) pela Universidade de São Paulo (2003), doutorado em Físico-Química no Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (2008) e Pós-doutorado (2009) no Instituto de Química de São Carlos. Também é pesquisadora do Núcleo de Excelência – Pronex – em Sistemas Coloidais. A doutora é também docente nos Programas de Mestrado e Doutorado em Engenharia de Processos da Universidade Tiradentes, assim como nos cursos de graduação em Engenharia Ambiental, Produção, Mecatrônica e de Petróleo.

 

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