Estudantes que participam de projetos de iniciação científica podem participar de um dos mais tradicionais prêmios de incentivo à pesquisa, à inovação e à formação de novos profissionais no ramo científico. É o Prêmio Jovem Cientista, promovido desde 1981 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Ele oferece prêmios para trabalhos científicos elaborados por estudantes do Ensino Médio, da graduação e da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado). As inscrições estão abertas até o dia 31 de julho para estudantes de todo o país, através do seu site oficial.
Esta é a 32ª edição do prêmio, que tem o patrocínio da Shell Brasil e traz o tema “Inteligência Artificial para o bem comum”. O objetivo, segundo a organização, é suscitar a apresentação de pesquisas que explorem o potencial da IA na formulação de soluções inovadoras para problemas reais da sociedade brasileira, atendendo a demandas que vão da melhoria de serviços públicos à ampliação do acesso à educação e à saúde, passando pelo fortalecimento da democracia, da inclusão digital e da sustentabilidade ambiental.
“A Inteligência Artificial é uma das tecnologias mais transformadoras do século XXI. Presente no cotidiano dos brasileiros, ela impacta áreas como saúde, educação, meio ambiente, mobilidade, economia e gestão pública. Ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de análise de dados, otimiza processos e apoia a tomada de decisões, a IA também impõe desafios relacionados à inclusão digital, à ética, à transparência e à redução de desigualdades. Como podemos utilizar essa tecnologia de forma estratégica para promover o bem-estar coletivo e o desenvolvimento sustentável no Brasil?”, diz a apresentação oficial do prêmio.
O Jovem Cientista é atribuído a quatro categorias. A Mestre e Doutor é aberta a estudantes de mestrado e de doutorado, mestres e doutores que tenham menos de 40 anos de idade até 31 de dezembro deste ano. Já na Estudante do Ensino Superior, podem participar alunos matriculados em cursos de graduação ou que tenham se formado a partir de 1º de janeiro de 2025 e que tenham menos de 30 anos de idade também até 31 de dezembro de 2026. Em ambas, os trabalhos científicos devem abordar uma das oito linhas de pesquisa, que relacionam a IA com oito temas: Tecnologia, Saúde, Educação, Direito/Políticas Públicas, Mercado de Trabalho, Ética, Meio Ambiente e Cultura.
Também serão entregues prêmios nas categorias Estudante do Ensino Médio, para projetos de iniciação científica em escolas públicas e particulares do Ensino Médio e de Educação Profissional, e Mérito Institucional, que vai contemplar uma instituição de Ensino Superior e outra de Ensino Médio ou de Educação Profissional que estejam vinculadas ao maior número de trabalhos qualificados. Em todas as quatro categorias, os vencedores do Jovem Cientista receberão laptops, bolsas do CNPq e prêmios em dinheiro que variam entre R$ 5 mil e R$ 40 mil.
Por quê participar?
A participação dos estudantes de graduação e de seus orientadores em prêmios científicos nacionais, como o Jovem Cientista, é um grande incentivo ao desenvolvimento de projetos de pesquisa e de inovação, servindo como o coroamento de um trabalho desenvolvido ao longo de um ano inteiro.
“Quando o aluno resolve participar juntamente com o seu orientador de premiações como essa, isso evidencia o quanto cada pesquisa foi importante e também a leva para outros patamares, porque quando o projeto é avaliado por outras instituições ou outros avaliadores, a gente consegue levar a nossa instituição para outros patamares. Isso é importante para o aluno e também diz a ele o quanto seu trabalho nestes 12 meses foi importante. Não foi somente uma iniciação científica que começou e terminou. Esse prêmio tem o objetivo de incentivar o aluno a continuar nesse caminho da pesquisa, seja ele depois no mestrado ou no doutorado”, destaca a professora Aline Santana Góes, coordenadora de pesquisa da Universidade Tiradentes (Unit).
Ainda de acordo com ela, o prêmio estimula outros alunos que ainda não estejam fazendo iniciação científica, para que eles venham a se engajar em alguma pesquisa. “A gente aprende pelos exemplos e pelos pares. Quando o aluno vê o colega dele ali, concorrendo e participando, isso gera uma motivação nesse estudante, que diz: ‘Se ele fez, eu também posso fazer!’. E essas atividades ainda desenvolvem algumas habilidades que antes talvez ele não tinha desenvolvido, fazendo com que se aprimore ainda mais na carreira científica”, afirma Aline.
Serviço
O edital completo do Prêmio Jovem Cientista, bem como outras informações e os espaços para as inscrições, estão disponíveis no site oficial.