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Programa Laboratório Social recebe estudantes da Espanha para pesquisa em comunidade indígena

Entre os dias 24 e 26, os alunos irão até o território Xokó para entrevistar lideranças locais e compreender aspectos sociais, culturais e jurídicos que envolvem a comunidade

às 19h13
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Vivenciar outras culturas, sair da teoria e entender de perto como diferentes realidades se organizam foram algumas das motivações que trouxeram dois estudantes de Direito da Universidade de Valladolid, na Espanha, para Sergipe. Durante duas semanas, eles participam do Programa Laboratório Social da Universidade Tiradentes (Unit), com foco na comunidade indígena Xokó, em Porto da Folha, onde irão desenvolver pesquisas para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

A proposta do programa é aproximar os estudantes do contexto que será analisado academicamente. Ao longo da estadia, os intercambistas participam de aulas, reuniões de orientação e atividades do grupo de pesquisa “Políticas Públicas de Proteção dos Direitos Humanos”, além de prepararem o trabalho de campo que será realizado diretamente na comunidade.

Entre os dias 24 e 26 de março, os alunos irão até o território Xokó para entrevistar lideranças locais e compreender aspectos sociais, culturais e jurídicos que envolvem a comunidade. As informações coletadas servirão de base para a construção dos trabalhos acadêmicos desenvolvidos na Espanha.

Mobilidade acadêmica

De acordo com a assessora de Relações Internacionais da Unit, Júlia Gubert, a experiência está inserida em uma parceria que permite a estudantes das duas instituições desenvolverem pesquisas com orientação compartilhada. Ela destaca que a programação foi estruturada para integrar os alunos à rotina acadêmica e, ao mesmo tempo, garantir o contato direto com o objeto de estudo.

“Assim como nossos alunos realizam o TCC com coorientação de universidades espanholas, esses estudantes também desenvolvem suas pesquisas com acompanhamento aqui na Unit, o que fortalece essa troca entre as instituições. Eles participam de aulas, apresentações, reuniões de orientação e também da pesquisa de campo. A ida à comunidade é o momento em que o trabalho realmente ganha forma, porque eles passam a ouvir as pessoas e entender a realidade a partir de quem vive ali”, afirmou.

Júlia também contextualiza que o programa Laboratório Social passou um período sem receber estudantes internacionais e que a chegada dos novos participantes marca uma retomada importante. “A última vez que recebemos estudantes foi em 2024. Em 2025 não tivemos, e agora retomamos com esses dois alunos. Para nós, é uma grande alegria, porque queremos que o programa se fortaleça tanto aqui quanto nas instituições parceiras”, destacou.

Troca internacional

Para a estudante Brunna Lays Silva, a experiência tem uma conexão direta com sua trajetória pessoal. Brasileira, ela iniciou o curso na Unit de Maceió e atualmente conclui a graduação na Espanha, retornando ao país para desenvolver uma pesquisa voltada à realidade indígena. “Eu sempre tive curiosidade sobre essas comunidades por causa das histórias do meu pai, que trabalhou em regiões com esse contexto. Agora tenho a oportunidade de vivenciar isso de perto”, relatou.

Segundo ela, o contato direto com a comunidade é essencial para estruturar o trabalho acadêmico de forma mais consistente. Ela também destaca que a mobilidade acontece em um momento decisivo da graduação e contribui para consolidar sua formação. “Estou no último ano e essa vivência faz parte da investigação que preciso desenvolver. É uma forma de conectar minha trajetória acadêmica com uma experiência prática muito importante”, completou.

Para Hécto Ramón, a experiência tem um significado diferente. Ao contrário de Brunna, que já tinha uma aproximação prévia com a temática indígena, o estudante espanhol chega ao Brasil sem qualquer contato anterior com essa realidade o que torna a vivência ainda mais desafiadora e, ao mesmo tempo, enriquecedora.

“A ideia é entender como funciona a comunidade indígena e tirar minhas próprias conclusões a partir dessa vivência. É a minha primeira vez no Brasil e também o meu primeiro contato com uma comunidade indígena. Ainda não sei exatamente como será, mas estou bastante curioso e aberto para aprender com essa experiência”, disse.

Hécto também vê a mobilidade como uma oportunidade de ir além da formação acadêmica, ampliando sua visão de mundo a partir dessa imersão. “Espero que seja uma experiência muito positiva e marcante. Quero aproveitar ao máximo e, se possível, voltar outras vezes ao Brasil”, concluiu.

Leia também: Estudantes de Direito ampliam formação prática com atuação no sistema prisional sergipano

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