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Sergipe apresenta menor custo nacional da construção civil por m²

Pesquisa divulgada pelo IBGE apontou o custo de R$ 1.245,76 em Sergipe, valor abaixo da média nacional de R$ 1.421,87.

às 19h32
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, em julho, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) e apontou um crescimento de 2,46% no mês de junho, ficando 0,68 ponto percentual acima da taxa de maio (1,78%). De acordo com o IBGE, esta é a maior alta na série histórica com desoneração da folha de pagamento, iniciada em 2013.

Ainda no início do ano, a construção civil já havia sinalizado um recorde na série histórica, com a taxa de 1,99%. O fechamento de 2020 também foi o maior desde 2013, com acumulado de 10,16%.

Segundo a pesquisa, a principal influência no resultado do mês veio da parcela da mão de obra, com alta de 2,60%, a maior taxa de 2021, influenciada pelos acordos coletivos que incluíram o estado de São Paulo. O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em maio fechou em R$ 1.387,73, passou em junho para R$ 1.421,87, sendo R$ 829,19 relativos aos materiais e R$ 592,68 à mão de obra.

A pesquisa revelou que Sergipe é o estado brasileiro com o menor custo médio por metro quadrado na construção civil. “Esse valor médio é um índice publicado pelo Sindicato da Indústria da Construção de cada estado e é referente ao custo por m² de área construída com base em itens como material, mão de obra, despesas administrativas e equipamentos”, explica a engenheira civil e a professora da Universidade Tiradentes, Andréa Quaranta.

O custo ficou em Sergipe ficou em R$ 1.245,76, valor abaixo da média nacional. No Nordeste, o custo regional foi de R$ 1.343,47. “Nesse contexto, pode-se afirmar que esse custo está diretamente ligado principalmente ao valor da mão de obra, convenção coletiva menos exigente, que é menor em Sergipe, bem como os custos de transporte e alimentação quando comparado com todos outros estados do Brasil”, salienta.

“Ainda, é válido destacar que esse valor não engloba tudo referente a construção, ou seja, alguns itens como viabilidade, fundações (estudo de solo), projetos, custos indiretos, impostos, paisagismo, entre outros, não entram nesse custo. Assim, pode-se dizer que esse valor é considerado apenas uma estimativa de custo, o que traz uma margem de variação grande quando comparada com um orçamento detalhado, por exemplo”, acrescenta.

O Sinapi é uma produção conjunta do IBGE e da Caixa Econômica Federal que tem por objetivo a produção de séries mensais de custos e índices para o setor habitacional, e de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.

Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

 

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