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Terminei o ensino médio, e agora?

Ao ingressar em uma universidade, calouros enfrentam o desafio do “novo” e a organização para essa nova etapa é fundamental

às 14h25
Mestre em Psicologia, professora Flor Teixeira. A docente atua no Centro de Saúde Ninota Garcia e é preceptora do curso de Psicologia da Universidade Tiradentes.
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Você passa um bom tempo estudando e se preparando para o Enem ou provas de vestibular, chega o momento de decidir qual profissão deseja seguir, certa cobrança com você mesmo e a preocupação dos pais. Depois, a ansiedade com o que te espera no mercado de trabalho. A vida é feita de ciclos, não é verdade? Pois é, e agora? Você já parou para pensar como vai ser daqui para frente?

Para quem acaba de ingressar no ensino superior, uma nova realidade. Diferente daquela do ensino médio, o mundo de oportunidades está à sua mão. Expectativa e ansiedade tomam conta desse “calouro” e a vida universitária é uma jornada desafiadora, um momento de adaptação e novos conhecimentos. O início de uma nova fase.

O cuidado com a saúde mental nessa época é muito importante, um mundo de descoberta, adequação com a nova realidade e a organização dos estudos. “A preocupação com a saúde mental é cuidar justamente do todo. Quem cuida da mente cuida de si. Você acaba se tornando uma pessoa reflexiva e mais serena em relação a qualquer ação que venha desempenhar. Isto serve para o ambiente universitário, assim como para toda a vida”, salienta a psicopedagoga, mestre em Psicologia, professora Flor Teixeira. A docente atua no Centro de Saúde Ninota Garcia e é preceptora do curso de Psicologia da Universidade Tiradentes.

“A mudança da rotina acaba influenciando bastante na saúde mental das pessoas. A transição do ensino médio para o ensino superior exige um processo de maturação emocional. Os jovens encaram como mais um processo de vida, precisam adaptar e estabelecer uma nova rotina”, acrescenta a profissional. 

Outro fator que também acaba sendo determinante para o momento é a pressão familiar. “Os jovens tentam entrar cada vez mais cedo na universidade e acabam sendo pressionados pelos seus pais para que possam definir o seu futuro. Isso tem um peso muito forte, porque eles acabam buscando uma profissão que satisfaça o pai ou mãe ao invés de buscar algo que te satisfaça profissionalmente e emocionalmente”, enfatiza a psicopedagoga.

“O mundo é cíclico. Precisamos entender que as mudanças também fazem parte do nosso dia a dia. Sabemos que o mercado de trabalho quer que o profissional seja eficaz, faça, produza e, além disso, quer que se relacione, saiba lidar, liderar, mediar e muitas vezes é necessário criar estratégias para poder vivenciar todo esse processo”, ressalta a psicopedagoga.

Se você quer se dá bem nesse mundo universitário, a dica é: organize-se. “Organização é a palavra de sucesso e entender que a vida universitária não é somente lazer. Dentro da universidade você escolhe seu próprio horário, sua turma, mas é preciso ter compromisso”, declara Flor.  

Apoio

Mas, se diante de todas as mudanças, você ainda precisa de algum apoio dentro da instituição de ensino? A Universidade Tiradentes possui o Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial – NAPPS – que atende estudantes com deficiências, síndromes, transtornos e alunos que vivenciam situações de conflito que interferem no processo de aprendizagem e/ou nas relações sociais e comunitárias.

“O núcleo tem o intuito de fazer essa mediação dos alunos com o processo inicial, seja para encaminhar para processo terapêutico ou até para conversar com a família e prestar toda orientação necessária”, destaca Flor. J

Janeiro Branco

Pensando em trabalhar e enaltecer a temática de “Saúde mental e bem-estar”, o curso de Psicologia da Unit realizou, no último dia 28 de janeiro, a campanha Janeiro Branco. “O intuito foi de valorizar e estimular os próprios alunos da área a entender que eles também podem buscar uma ajuda e procurar um equilíbrio na relação, entendendo que todos nós precisamos nos compreender, e a compreensão é uma forma da gente aprender a lidar e a reagir ao mundo”, finaliza Flor Teixeira.

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