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Unit evidencia a consciência negra

Durante o mês em que a sociedade faz referência à consciência negra, acadêmicos de História da Unit discutem o tema numa vasta programação

às 18h33
Cena do espetáculo  Contos do Griô
Cena do espetáculo Contos do Griô
Na Farolândia, o tema também é levado a discussão
O promotor de Justiça Fausto Valois
Os convidados e o professor Antônio Bittencourt
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Sob a coordenação do professor Antônio Bittencourt, a programação que se estende durante três noites consecutivas no Teatro Tiradentes foi iniciada nessa segunda-feira, 16, com a apresentação do espetáculo Contos do Griô, baseado no livro “A Cabana do Pai Tomáz”, da professora Maria Nely, seguida de uma roda de conversa sobre o tema.

Após o espetáculo foi aberto um debate do qual participaram como convidados o promotor de Justiça Fausto Valois, a professora Natália Dalton e Tatiana Menezes, militante do movimento negro e responsável pela organização intitulada O Negro.

“Estamos discutindo a Lei n.10639, que fala sobre a história dos negros e afro-brasileiros dentro da sala de aula. Não tenho dúvida de que para os futuros professores o debate tem importância ímpar”, considera Tatiana.

O promotor de Justiça Fausto Valois salienta que é importante ter a consciência de que ser negro é assumir a negritude todos os dias. “Essa consciência nos traz os enfrentamentos das dificuldades”, adverte o convidado.

“Tendo em vista a morte de Zumbi no mês de novembro, que é consagrado à semana de reflexão sobre a questão racial no Brasil. É o chamamento para os alunos de História e das licenciaturas a tratar de um tema tão especial e presente nos nossos dias”, salienta o coordenador do evento.

Dos assuntos tratados durante o período, são levados em conta assuntos como a intolerância, a questão racial de matriz africana, muitas vezes desconhecidos ou mesmo negligenciados pela população.

O professor Bittencourt lembra que a temática é obrigatória nos cursos de licenciatura. “Os professores na sua formação devem cada vez mais absorver informações sobre esses aspectos para que eles possam repassar na educação básica”, acrescenta o docente.

A professora e coordenadora dos cursos de História, Pedagogia e Geografia, Viviane Andrade de Oliveira Dantas, lembra que a programação foi organizada pelos alunos do 6º período do curso de História com o objetivo de discutir a aplicabilidade da lei que obriga as redes de ensino a colocar conteúdos de história e cultura afro-brasileira.

A programação prossegue. Acompanhe:

Dia 17- terça-feira

– 19 horas – Mesa redonda: “Acesso à Justiça e medidas especiais: estereótipos, perfil racial, violência racista, ódio racial, políticas e ações afirmativas no sistema de justiça”.

– Peça de teatro: Grupo de Teatro Parlacênico.

– Dança: Coletivo de mulheres do hip-hop de Sergipe.

– Mesa-redonda: Discriminação múltipla ou agravada: gênero, religião, origem e renda.

Dia 18 – quarta-feira

19 horas – Local: Auditório Geraldo Chagas

Palestra: A capoeira como instrumento de cultura de resgate na periferia.

Palestra: Hip-hop, cultura negra da periferia.

Palestra: A intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana.

Dia 19 – quinta-feira

– Exposições da disciplina História da Arte, com amostra de telas de artistas sergipanos do século XIX e pintores que figuram no cenário atual como Tintiliano e Joel Dantas.

Na Farolândia

A programação comemorativa do dia da Consciência Negra realizada no Campus Farolândia está sob a coordenação do professor Ilzver de Matos Oliveira, que trouxe para discutir o tema na noite dessa segunda-feira, 16, os convidados Paulo Neves, Fernando Aguiar, Flávio Nascimento e Carlos Trindade.

 

Veja mais fotos da abertura da Semana da Consciência Negra. Acesse aqui

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