Pesquisadores, professores e alunos de mestrado e doutorado podem participar da jornada Catalisa ICT, desenvolvida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A iniciativa, de abrangência nacional, está em sua segunda edição e tem o objetivo de impulsionar a transformação de pesquisas científicas em produtos e serviços que solucionem demandas e gerem oportunidades de negócios. As inscrições podem ser feitas até o próximo dia 9 de março, pelo site oficial do programa.
Nesta edição, o Catalisa ICT possui três etapas ao longo de 24 meses. Na primeira, serão selecionadas 2 mil pesquisas com potencial de inovação, cujos autores passarão por uma capacitação com carga horária de 80 horas. Para a segunda, serão selecionados 300 planos de inovação que serão transformados em deeptechs (startups de base tecnológica) e receberão bolsas de incentivo à inovação, além de capacitações e mentorias. E na última fase, 150 deeptechs serão diretamente aceleradas pelo Sebrae, com acesso a recursos de fomento, capacitações especializadas, mentorias, serviços tecnológicos e fortalecimento das conexões com investidores e parceiros estratégicos.
De acordo com Denisson Salustiano dos Santos, professor associado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Processos, a iniciativa do Sebrae treina pesquisadores/estudantes para transformarem suas pesquisas em produto, gerando inovações que entram no mercado para comercialização. “O Catalisa é um dos programas do governo federal que fomentam a transformação de P&D [Pesquisa e Desenvolvimento] em negócios inovadores. A iniciativa é mais voltada para todos aqueles que possuem uma ideia ou pesquisa que tenha potencial de ser transformada em negócio”, explica.
A participação dos alunos de stricto sensu da Unit e de pesquisadores do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) no Catalisa ICT vem sendo incentivada, por oferecer mais uma oportunidade de carreira através do empreendedorismo. Salustiano destaca que as duas instituições, mais o Tiradentes Innovation Center (TIC), dispõem de todas as condições e expertises necessárias para o desenvolvimento de pesquisas e inovações com potencial de solucionar demandas e gerar emprego e renda.
“Tanto na graduação, com o ABP [Aprendizagem Baseada em Projetos]; quanto na pós-graduação, com todas as patentes e tecnologias em desenvolvimento; a Unit possui massa crítica para transformar todas essas oportunidades geradas no campus em negócios, gerando inovação para a sociedade através de novos profusos e processos. O parque tecnológico instalado no ITP e o programa de incubação do TIC são ferramentas que aumentam ainda mais a capacidade de sucesso desses negócios nascentes”, diz o professor.
Em breve, será promovido na Unit um evento de divulgação do Catalisa ICT para professores e alunos da pós-graduação. O programa será apresentado a eles através de atividades como bate-papo e oficinas práticas de construção do projeto de submissão. A data e a programação do evento ainda será divulgada.
Startup contemplada
A primeira edição do Catalisa ICT aconteceu entre 2020 e 2024, contando com um total de quatro ciclos. Entre as startups que completaram todas as etapas, está a Aqualuffa, que surgiu em 2019, a partir de uma pesquisa feita no PEP pelo próprio Denisson (doutorando à época), pela pesquisadora Mychelli Andrade Santos (também doutoranda) e pela professora-doutora Sílvia Maria Egues (orientadora). Ela oferece soluções sustentáveis para tratamento de água, a partir de um produto que faz a descontaminação de águas oleosas utilizando materiais sustentáveis, além da degradação dos contaminantes oleosos.
Além de ser contemplada pelo Catalisa ICT, a Aqualuffa também teve incentivos dos programas Centelha (do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), Startup Nordeste (do Sebrae) e Banritech (do Banco do Estado do Rio Grande do Sul). Em 2022, ela recebeu o Selo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o Prêmio de Boas Práticas 2022, além de ser convidada para a 27ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), em Sharm El-Sheikh (Egito).
com informações do Sebrae
Leia mais:
Pesquisas desenvolvidas no PBI e no PSA motivam criação e incubação de startups
Startup Aqualuffa é fruto de pesquisa no PEP e promove sustentabilidade
Campus Farolândia recebeu workshop sobre o Programa Centelha II