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Extensão universitária fortalece formação e impacto social 

Em 2025.2, mais de 1.700 projetos curriculares e 233 atividades extracurriculares destacam a relevância do trabalho desenvolvido por docentes e estudantes

às 21h08
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O trabalho desenvolvido dentro de uma universidade precisa dialogar com o que acontece fora dela. Quando o ensino se conecta às necessidades reais da sociedade, o processo de formação se torna mais completo e gera resultados que ultrapassam o âmbito acadêmico. Na Universidade Tiradentes (Unit), essa aproximação é realizada pelos projetos de extensão, que articulam ensino, pesquisa e atuação social em diferentes frentes.

A extensão na Unit é coordenada pela Pró-reitoria de Graduação e Extensão, sob liderança do professor Ronaldo Nunes Linhares, e executada em duas frentes: curricular e não curricular, ambas orientadas pelo professor Geraldo Calasans. No âmbito curricular, o Núcleo Interdisciplinar de Extensão (NIEX), coordenado pelas professoras Silvânia de Andrade Santana e Tamires Freire de Carvalho Santana Andrade, integra e fortalece ações institucionais junto à comunidade.

A estrutura da extensão universitária da Unit segue as diretrizes da Resolução nº 07/2018, que define a extensão como um processo educativo, cultural, social e tecnológico que promove interação entre instituições e a sociedade. Para Silvânia e Tamires, essa concepção é o que assegura que cada atividade cumpra seu papel de integrar conhecimentos e fortalecer a formação discente. “A universidade articula seus saberes em diálogo com os setores sociais. É nessa troca que o aluno compreende problemas reais, aplica o que aprende e devolve à sociedade resultados que fazem diferença”, contextualizam.

Extensão curricular e não curricular

Elas explicam que há duas naturezas de extensão: a curricular, que integra a matriz dos cursos e corresponde a pelo menos 10% da carga horária total, e a não curricular, composta por ações extracurriculares como oficinas, cursos livres, eventos e projetos permanentes, entre eles o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF), Programa de Assistência Integral a Melhor Idade (Paimi), Conduta Consciente, Projeto Reformatório, Cuidando do Amanhã, Adapte Mais e Masterfits. Essa diversidade permite que cada estudante encontre diferentes formas de atuar e desenvolver competências ao longo da graduação.

“A definição do que entra ou não como extensão segue critérios claros. A Unit adota modalidades estabelecidas pela resolução: projetos, cursos e oficinas, eventos, programas e prestação de serviços. As atividades precisam atender demandas reais da sociedade. Esse critério garante que a extensão seja sempre um espaço de impacto e não apenas de cumprimento formal”, afirmam.

Participação e fortalecimento da prática 

Na Unit, todos os cursos participam de projetos de extensão, distribuídos em diferentes áreas do conhecimento. Silvânia e Tamires destacam que os estudantes atuam em cenários variados, como saúde, segurança, educação, organizações sociais e gestão pública. “Essa pluralidade de contextos permite que os alunos experimentem campos de atuação que dialogam diretamente com suas futuras profissões”, explicam.

Os estudantes começam a participar desde o primeiro período, no caso da extensão curricular. A proposta é que, já no início da graduação, eles tenham contato com situações que exigem diagnóstico, planejamento, intervenção e, posteriormente, elaboração de relatório. “Esse percurso formativo reforça competências essenciais e aproxima o estudante dos agentes externos, revelando possibilidades de atuação que muitas vezes eles só conheceriam no final do curso”, afirmam as coordenadoras.

O processo de participação varia conforme o tipo de extensão. “Na curricular, não há inscrição os componentes aparecem automaticamente na matrícula. Na não curricular, as oportunidades surgem por meio de editais PROBEX e PROVEX, além de eventos, cursos livres e atividades institucionais. Os alunos protagonistas recebem certificado de extensão; os demais participantes, certificado de horas complementares. É uma forma de valorizar quem se envolve e estimular que mais estudantes participem”, explicam.

Resultados 

Apenas no semestre 2025.2, foram realizados 1.791 projetos curriculares, envolvendo 12.689 estudantes e 93 docentes, tanto no presencial quanto na modalidade de Educação a Distância (EAD). Esses projetos incluem iniciativas como Práticas Inovadoras em Projetos de Extensão (PIPEX), Programa de Integração do Ensino em Saúde da Família (PIESF) e componentes específicos de cursos como Odontologia, Direito e Psicologia.

“Já na esfera não curricular, foram promovidas 233 atividades no mesmo período, além de 26 projetos PROBEX e 2 projetos PROVEX. As certificações variam conforme carga horária e nível de participação. Esses números demonstram que a extensão é não apenas uma diretriz acadêmica, mas um eixo estruturante da formação dos alunos”, relatam.

Essa expressividade também se reflete nos resultados sociais. Segundo Silvânia e Tamires, a participação dos estudantes tem promovido mudanças significativas nos territórios atendidos e fortalecido a relação da universidade com seus parceiros institucionais. “Quando o aluno vivencia a realidade dos setores sociais, ele compreende a complexidade dos problemas e desenvolve soluções contextualizadas. É uma formação que transcende o teórico”, destacam.

Projetos reconhecidos e impactos

Em 2025, a Unit consolidou-se como referência em boas práticas de extensão universitária. A instituição foi reconhecida com o Troféu Prêmio Boas Práticas e com o Selo Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Sergipe, a partir de três projetos de relevante impacto social:

  • Acesso à informação e uso da Terapia Cognitivo-Comportamental em prol da gestão dos sintomas impulsivos do Transtorno de Personalidade Borderline, da professora Roseli Pereira Nunes Bastos;
  • A Função Social dos Estudantes da Ciência Jurídica na Redução da Insegurança Alimentar, do professor Juan Francisco Espinoza Molina;
  • Projeto Reformatório Penal, coordenado pelo professor Ronaldo Alves Marinho da Silva, na categoria não curricular.

Além disso, a Unit recebeu o Selo Instituição Socialmente Responsável – ABMES, em reconhecimento ao conjunto de ações desenvolvidas durante o Dia da Livre Iniciativa, reforçando o compromisso da universidade com a responsabilidade social.

Outro destaque foi a certificação com o Selo ODS Educação 2025, concedido a instituições que desenvolvem iniciativas alinhadas aos ODS. A certificação, promovida pelo selo social, considera critérios como impacto no ODS 4 (Educação de Qualidade), iniciativas sociais com impacto interno e externo e a realização de eventos voltados à temática dos ODS. “Essa certificação reafirma nosso compromisso com uma educação de qualidade, inclusiva e sustentável, contribuindo diretamente para o avanço da Agenda 2030 na educação”, destaca .

Os projetos que fundamentaram a obtenção do Selo ODS Educação 2025 foram:

  • Competências Digitais: trilhas de formação para o mundo do trabalho, da professora Silvânia de Andrade Santana, reconhecido como projeto de impacto interno, sob a liderança de Alessandra de Farias, diretora de Recursos Humanos;
  • Nutrição Divertida: aprendendo a comer bem, da professora Tamires Freire de Carvalho Santana Andrade, desenvolvido por estudantes do curso de Medicina;
  • Um olhar ergonômico sobre a rotina profissional na Corregedoria da Polícia Civil, do professor Leonardo Sant’Anna Santos, realizado em parceria com a Secretaria de Segurança Pública.

Entre iniciativas de forte impacto social, o projeto Escudo Mental, orientado pela professora Tamires Freire, apresentou resultados relevantes na promoção de saúde mental de agentes da segurança pública. “Recebemos uma carta de reconhecimento da SSP. Esse retorno da comunidade reforça a importância do trabalho e mostra ao estudante que sua ação tem alcance real”, relata.

Via de mão dupla 

As parcerias estabelecidas pela Unit integram setores públicos, privados e organizações da sociedade civil. As ações abrangem áreas como saúde, segurança, alimentação, ergonomia, meio ambiente, educação e qualidade de vida. Para as coordenadoras, essa relação é sempre recíproca. “A comunidade se beneficia das ações, mas também contribui enormemente para a formação dos alunos. A extensão é uma construção coletiva. A participação possibilita que os estudantes entendam a complexidade dos contextos em que atuarão profissionalmente, desenvolvendo competências técnicas e sensibilidade social. Esses elementos representam diferenciais de carreira e amadurecimento pessoal”, contam.

Para quem ainda não participou de projetos de extensão, as coordenadoras deixam um convite direto. “A extensão é parte essencial da formação, integrando ensino e pesquisa e permitindo contato com setores que, futuramente, podem se transformar em espaços de atuação profissional. A troca de saberes entre alunos e comunidade fortalece competências, amplia a visão de mundo e contribui para um crescimento que vai muito além da sala de aula”, afirmam.

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