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Estudante da Unit conquista 3º lugar no Prêmio Setransp de Jornalismo

Reportagem investiga desafios do transporte público e reforça a importância da prática laboratorial na formação profissional

às 13h51
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Criado para incentivar a reflexão crítica sobre mobilidade urbana e estimular propostas de melhoria no transporte coletivo, o Prêmio Setransp de Jornalismo reúne, anualmente, produções que dialogam diretamente com o cotidiano da população. A iniciativa valoriza reportagens que analisam problemas concretos, apresentam dados, dão voz aos usuários e ajudam a ampliar o debate público sobre políticas de mobilidade e infraestrutura. Mais do que reconhecer trabalhos acadêmicos e profissionais, o prêmio busca fortalecer o papel social do jornalismo na construção de cidades mais acessíveis.

Entre os trabalhos finalistas, a estudante do 6º período de Jornalismo da Universidade Tiradentes (Unit), Rafaela Prado, alcançou o 3º lugar na categoria Laboratório com a reportagem “Desafios diários no transporte: a realidade de quem depende do ônibus em Aracaju”. O trabalho chama atenção pela profundidade das entrevistas e pelo olhar sensível sobre usuários que enfrentam, todos os dias, rotas longas, atrasos e dificuldades estruturais para chegar a seus destinos.

Pauta que nasce do cotidiano

A reportagem desenvolvida por Rafaela surgiu de uma experiência pessoal que rapidamente se transformou em pauta. Usuária diária do transporte coletivo em Aracaju, ela percebeu que as dificuldades vividas por ela eram compartilhadas por milhares de pessoas desde a espera prolongada nos pontos até a falta de integração eficiente entre linhas. “O cotidiano acabou se tornando um campo de observação jornalística”, explicou.

A partir dessa vivência, o projeto ganhou consistência com a inclusão de dados, entrevistas e análise de especialistas. Rafaela buscou informações junto à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), além de ouvir arquitetos e profissionais de urbanismo, conectando experiências individuais com aspectos técnicos e estruturais. “O objetivo era aproximar o leitor das realidades narradas, sem perder de vista a contextualização das políticas e decisões que moldam o sistema”, ressalta.

Essa combinação permitiu que a reportagem evitasse generalizações. Em vez de tratar o transporte apenas como um “problema”, o texto procurou mostrar nuances: trajetos que se prolongam, dificuldades de mobilidade para pessoas idosas, questões ligadas à acessibilidade e o impacto da logística urbana nos deslocamentos diários. O resultado foi uma narrativa que se desenvolve a partir de histórias concretas, sustentadas por informações verificáveis.

Mesmo com o interesse pela pauta, o processo não foi simples. “Foi literalmente um desafio, por causa do tempo contado e da disponibilidade das fontes. As dificuldades, no entanto, contribuíram para o amadurecimento do material, exigindo organização, planejamento e persistência para conciliar entrevistas, coleta de dados e escrita em um cronograma apertado”, relembra.

Formação, aprendizado e projeção profissional

Embora o trabalho tenha sido produzido de forma independente, a estudante faz questão de destacar que a base construída nas atividades de laboratório da Unit foi determinante para o desempenho alcançado. As práticas nas disciplinas de jornalismo impresso e revista, orientadas pela professora Jaqueline Neves, contribuíram para consolidar técnicas e aperfeiçoar a escrita. “As atividades de laboratório foram essenciais para redigir meu texto. A prática constante, juntamente com as observações da professora, ajudou a evoluir minha escrita”, avaliou.

Para além do reconhecimento, o projeto teve impacto direto na trajetória pessoal e profissional de Rafaela. A experiência de concorrer e ser premiada reforçou a confiança na própria capacidade e no papel transformador do jornalismo. “O aprendizado mais importante foi acreditar mais em mim. Tenho mais confiança para realizar meus objetivos profissionais”, contou.

O reconhecimento no Setransp também se converte em um diferencial para o portfólio acadêmico e futuro ingresso no mercado de trabalho. “Essa premiação contribui de forma significativa para minha formação, pois reconhece o mérito, valida o esforço e fortalece meu currículo como um diferencial em futuras oportunidades profissionais”, completou. 

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