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Da aldeia para a sala de aula: o EAD rompe barreiras

Foi-se a época onde morar distante dos grandes centros urbanos era empecilho para se cursar o ensino superior

às 16h42
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Foi-se a época onde morar distante dos grandes centros urbanos era empecilho para cursar o ensino superior. Hoje em dia, com o avanço da tecnologia e o crescimento das ofertas de cursos a distância, torna-se cada vez mais fácil estudar. Não importa se o aluno reside num vilarejo, fazenda, povoado ou até mesmo numa aldeia indígena. Isso mesmo. Na Ilha de São Pedro, que fica na cidade de Porto da Folha, é onde está o território dos índios Xokó, endereço de alguns alunos da Unit EAD.

Mariana Apolônio concluiu recentemente o curso de Letra Português/Espanhol da Unit EAD

Mariana Apolônio concluiu recentemente o curso de Letra Português/Espanhol da Unit EAD

Mariana Apolônio, hoje graduada em Letras Português/Espanhol pela Unit EAD, percorria aproximadamente 80km de distância da aldeia até o polo de apoio presencial de Glória para acompanhar as aulas via satélite. “Como eram quatro encontros mensais sempre procurei meios para não faltar, já que queria concluir com êxito a minha graduação. No início, meu deslocamento dava-se por meio de ônibus, depois passei a ir de carro juntamente com colegas meus”, conta Mariana.

Assim como Mariana, sua irmã Ianara Apolonio Rosa também escolheu a Unit para estudar e atualmente está no 2º período do curso de História EAD. Ianara também mora na aldeia dos índios Xokó e nos dias das aulas ela vai até a cidade de Monte Alegre e lá pega um taxi com um grupo de meninas para chegar até o Polo de Nossa Senhora da Glória.

As irmãs explicam que escolheram essa modalidade de ensino por ter um menor custo financeiro e por estar mais próximo da região em que moram. “Fiz essa opção por que o acesso à universidade seria mais fácil, mas sabia que o curso a distância é tão bom quanto um presencial”, ressalta Mariana. Já Ianara define a EAD como um “achado” e explica que a experiência está sendo positiva, pois os professores e tutores dão total apoio.

A maioria dos estudantes tem o objetivo de atuar na área que escolheu para seguir profissionalmente e desde agora, Ianara Apolônio já pensa em maneiras de aplicar o conhecimento que está obtendo na graduação dentro da aldeia em que vive. “Pretendo dar aulas na minha comunidade, trabalhar a história dos índios em Sergipe, para que dessa forma as crianças indígenas tenham conhecimento de sua história e como os acontecimentos se deram”, planeja a futura historiadora.

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