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Aluna de Medicina retorna de internato em Boston

Para a estudante de Medicina, Mariana Flor, o internato na rede de clínicas do Cambridge Health Alliance (CHA) foi a oportunidade de ampliar seus conhecimentos

às 12h48
Mariana Flor
Mariana Flor
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A realização das atividades do internato é uma oportunidade para que os alunos possam participar de atividades direcionadas aos estudos práticos, conhecer técnicas de outro sistema de saúde e uma nova cultura. Para ampliar seus conhecimentos, a estudante do curso de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit), Mariana Flor Rocha Mendonça Melo, participou durante quatro semanas do Programa Clinical Experience Abroad na rede de clínicas do Cambridge Health Alliance (CHA), em Boston (Massachusetts, EUA). 

A estudante de Medicina conta que a experiência de estudar sobre o sistema de saúde de outro país foi enriquecedora. “O programa é realizado em quatro semanas. Durante esse período pude entender como o sistema de saúde dos EUA funciona. Foi tudo muito diferente, cheio de novas experiências. Ter a oportunidade de morar em uma cidade grande, cheia de pessoas de várias nacionalidade foi algo que eu nunca pensei que fosse passar”, diz. 

De acordo com Mariana, todo o conteúdo e tempo que passou no internato acrescentou na sua grade curricular, e também para a conclusão do curso aqui no Brasil. “Tivemos a opção de escolher três especialidades, mas a coordenação do Programa queria que a gente tivesse a oportunidade de conhecer outras áreas, e montaram horários com as especialidades que escolhi e inclui outras. Além disso, tive a chance de passar a maior parte do tempo no hospital, acompanhando os médicos em suas consultas e os cirurgiões. É igual ao que acontece no internato aqui no Brasil, porém, aprendendo os métodos deles”, conta.

Outro ponto importante para o aprendizado da estudante durante o internato foi o método de ensino Problem-based learning (PBL), implementado na Unit, e muito usado pelos estadunidenses. “É realmente inovador e necessário para o aprendizado. O PBL ajudou bastante a termos um pensamento mais rápido sobre o quadro clínico dos pacientes, percebi isso nas reuniões com estudantes de Medicina de Harvard, uma vez que eu e meus dois colegas que também participaram do internato conseguimos ter um raciocínio clínico equivalente e até mais rápido que eles”, ressalta.

A Cambridge Health Alliance é uma instituição de saúde que oferece serviços de cuidados médicos especializados em pessoas LGBTQIAP+, populações vulneráveis e de etnias diversas. Para a estudante, fazer parte do Programa foi importante porque deu a oportunidade para que ela ampliasse seus conhecimentos relacionados à medicina, e assim poder ajudar as pessoas. 

“Sempre tive dúvidas como funcionava o sistema de saúde estadunidense, então o Programa seria a chance perfeita de poder conhecer mais e conversar com os profissionais e os usuários do programa de saúde de lá. Ter a chance de ver como abordar e tratar o paciente de outra maneira, ter a chance de atender e conversar com pessoas de diferentes idiomas e culturas foi algo muito enriquecedor para minha formação”, destaca.

Ela conta que durante as quatro semanas no internato pode vivenciar novas experiências com relação ao atendimento a pacientes. “Ter a oportunidade de usar o serviço de intérprete fornecido pelo hospital aos pacientes que não falam inglês, isso é algo que nunca vimos no Brasil, esse serviço é necessário para oferecer um bom atendimento”, conta.

A estudante de Medicina diz ter realizando um sonho por meio do programa de internato promovido em parceria com a Universidade Tiradentes. “Conseguir fazer um estágio em um hospital americano é algo muito difícil e caro de se conseguir. Então, a Unit ajudou muito na realização desse sonho, e agradeço demais pela formação da parceria”, afirma. 

Para Mariana, o próximo passo é estudar o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e agregar valor à medicina. “A minha visão mudou muito em relação a valorização do SUS. Por mais que ele tenha vários defeitos de gestão, é um programa gratuito e para todos, o que é diferente dos EUA, onde as pessoas que precisam de um plano de saúde porque acabam pagando muito caro pelo serviço dos hospitais. Então, agora pretendo entender as diferenças, e de alguma forma melhorar o atendimento aqui”, conclui.

 

Leia mais: Estudantes se preparam para o Programa Clinical Experience Abroad

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