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Burnout pode ser tornar epidemia nas empresas

O profissional de Gestão em Recursos Humanos deve ficar atento aos sinais de esgotamento físico e mental dos funcionários

às 12h11
A síndrome do esgotamento profissional, também chamada de Burnout, é cada vez mais conhecida dos brasileiros (Unsplash)
A síndrome do esgotamento profissional, também chamada de Burnout, é cada vez mais conhecida dos brasileiros (Unsplash)
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Trabalhadores são vistos como peças de engrenagem, que podem ser “trocadas” caso dêem defeito. Mas as empresas precisam ter mais atenção a problemas como o Burnout, síndrome ligada ao trabalho e caracterizada pelo esgotamento físico, mental e emocional. 

Com o aumento do problema, não é somente o empregado que necessita de médico: a empresa também precisa de um diagnóstico organizacional. O líder dos recursos humanos precisa realizar um “check-up” da gestão e da situação dos funcionários. Antes de a pessoa parar no hospital, ela pode sentir sinais que muitas vezes não têm a atenção devida, como falta de ar, dor no peito e crise nervosa. 

No Brasil, estima-se que 30% dos profissionais se encontram hoje sem condições emocionais, mentais ou físicas para seguir trabalhando. Os dados da pesquisa da Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil) colocam o Brasil como um dos lugares com maior número de ocorrência do problema. Se o ritmo continuar o mesmo, especialistas preveem que, daqui a 20 ou 30 anos, o Burnout vai ganhar proporção de epidemia.

O impacto negativo do trabalho sobre a saúde se verifica desde a Revolução Industrial, iniciada no Século 18. Atualmente, no momento em que o celular aboliu a separação entre a vida pessoal e a profissional, a situação piorou. A precarização do trabalho e os altos níveis de desemprego forçam as pessoas até o limite de suas forças pelo medo presente. Nesse contexto, nenhuma área profissional está imune ao Burnout. 

Médicos, enfermeiros e cuidadores estão entre as profissões mais acometidas. Os campeões, porém, são os agentes de segurança, policiais militares, vigias noturnos e guardas penitenciários (chamados também de policiais penais). Seguem nessa lista também os controladores de voo, motoristas de ônibus, executivos, atendentes de telemarketing, bancários, professores e jornalistas.

Perfeccionistas são exigentes consigo mesmos e com os outros, não toleram erros e dificilmente se satisfazem com os resultados alcançados, o que igualmente contribui para o Burnout. Pessoas com necessidade constante de reconhecimento, de se mostrar indispensáveis, também estão mais propensas a ter o problema laboral. Ainda fazem parte desse grupo de risco as pessoas que trabalham longe da família, que lidam com situações de perigo ou têm o rendimento avaliado por produtividade. 

Existem empresas que culpam o empregado pela situação e se eximem de qualquer responsabilidade. Mas a sobrecarga de trabalho, horas extras frequentes e metas irrealistas, entre outras questões, compõem o ambiente insalubre. Mas não é só a carga de trabalho que conta para o esgotamento. A maneira com que se lida com esse contexto também conta. 

Desenvolver resiliência é uma das orientações para prevenir o Burnout, assim como impor limites, não viver apenas para trabalhar e reservar espaço de qualidade para amigos, família e lazer. 

As empresas que não se atentam a realidade do Burnout também saem perdendo. Alta rotatividade, baixa produtividade e ações trabalhistas na Justiça podem se tornar frequentes. Um bom gestor de pessoas estará sempre acompanhando o recurso mais importante da empresa, que são seus funcionários. E ele é o profissional que vai liderar essa investigação, bem como as mudanças que precisarão ser realizadas.  

Asscom | Grupo Tiradentes

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