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É sempre possível aprender novas tecnologias para o trabalho

Tenacidade, resiliência e vontade de aprender são fatores importantes existentes nos profissionais mais maduros, que têm se adaptado às tecnologias

às 22h33
Resiliência e disposição para aprender novidades das tecnologias são qualidades presentes nos profissionais maiores de 50 anos (Kobu Agency/Unsplash)
Resiliência e disposição para aprender novidades das tecnologias são qualidades presentes nos profissionais maiores de 50 anos (Kobu Agency/Unsplash)
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O uso de tecnologias e aplicativos de gestão, indispensáveis para os novos cenários de trabalho em home office, e até mesmo o modelo híbrido com trabalho presencial e atividades em casa, ainda representam um desafio para a maioria dos profissionais acima de 50 anos. Esta é a conclusão de uma pesquisa feita pela consultoria Maturi, em parceria com a NOZ Pesquisa e Inteligência, e divulgada pela Agência Estado. Esses novos formatos de trabalho cresceram desde 2020, com a chegada da pandemia de Covid-19 e a necessidade de distanciamento social, mas sem que as empresas e escritórios pudessem parar totalmente suas atividades, os profissionais foram rearranjados e tiveram de se adaptar ao “novo normal”.

O professor Pedro Ivo da Silva Oliveira, dos cursos de Engenharia Mecatrônica e Ciência da Computação do Centro Universitário Tiradentes (Unit Alagoas)  acredita que um diferencial para esses novos tempos e formatos de trabalho seja a vontade de se aprimorar. “É primordial, pois a pessoa precisa entender que o estudo de novos aspectos tecnológicos pode trazer benefícios em várias áreas da sua vida, melhorando-a. A própria tecnologia, hoje, possibilita uma facilidade de aprendizagem dela mesma”, observa. 

Já para Francisco Vital da Silva Júnior, também professor dos cursos de Tecnologia da  Unit Alagoas, uma das dificuldades é o conhecimento da língua inglesa, muito exigida nas vagas e oportunidades de mercado para a área. Ele ressalta, porém, que outras qualidades são igualmente importantes. “É preciso a empatia de trabalhar em equipe, ser colaborativo, persistente, agir com maturidade ao encarar desafios”, orienta ele, que também coordena a Iniciação Científica de Projetos em Inteligência Artificial.

Isto é o que o professor Vital também procura mostrar aos alunos no contato do dia-a-dia, baseando-se não apenas na vida universitária, mas também pela sua experiência como empreendedor da área. “Mostro no dia a dia aos alunos a realidade e desafios do mercado, tendo eles mais de 50 anos ou menos, porque até alunos mais jovens podem ter uma certa dificuldade com o uso de tecnologias. Passo minha experiência para eles, apresento ferramentas que facilitem e alguns cases reais com cenários muito próximos ao mercado para prepará-los para os desafios que enfrentarão”, relata.

Pedro Ivo ainda cita caminhos para o aprimoramento. “Na Internet, é possível encontrar cursos de diversas durações, de poucos minutos a meses, dedicados a ensinar o manejo de alguma especialidade particular. Muitos deles compõem material gratuito, podendo ser acessado por quem desejar, quando desejar e onde desejar”, acrescenta..

O uso frequente das novas tecnologias, tornando-as habituais, é um fator que auxilia. É tanto que, conforme a pesquisa, 91% dos profissionais maduros que já atuavam em casa antes da pandemia sentem-se mais preparados para esse modelo. E, embora a pandemia tenha mudado essa dinâmica de e no trabalho, o interesse começa a ser despertado, bastando para isso incentivos, como a indicação de qualificações, palestras e workshops. Há estratégias que podem ser conduzidas para possibilitar a capacitação e adequação desses profissionais ao novo cenário de trabalho. “Mas antes de tudo, é preciso mostrar os benefícios que irão ter caso optem por dedicar seu tempo àquilo. Seja no campo social ou profissional, as vantagens no aprendizado de uma tecnologia precisam ser esclarecidas”, frisa Pedro Ivo. 

Diferenciais dos profissionais 50+

Tenacidade e resiliência são mencionadas pelo professor Francisco Vital como diferenciais dos profissionais 50+. “Muitos depois da geração Y não têm a garra para buscar algo mais, acostumaram-se a esperar que as coisas venham na mão, devido à facilidade que têm hoje [devido à própria tecnologia] e educação atuais. Muitos custam a entender como é o trabalho. Para estes indico que estagiem desde cedo para se diferenciar, porque já ficam na pegada da função. Com o passar do tempo eles crescem naturalmente e acaba havendo uma troca benéfica entre eles e os 50+”, argumenta.

Destaca-se ainda a busca das empresas de atualmente é por profissionais empenhados, que não desistem fácil frente a um grande problema, e que não se furtam a aprender coisas novas, independente da idade e da qualificação profissional. Para o professor Pedro Ivo, “a tecnologia irá sempre melhorar a experiência de vida de qualquer pessoa, inclusive, daquelas que, às vezes, pensam que já passaram da época de aprender”.

Asscom | Grupo Tiradentes 

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