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Educação para o Trânsito poderia evitar maioria dos acidentes

Código de Trânsito Brasileiro determina que as ações de educação para o trânsito devem acontecer desde a pré-escola

às 21h35
O CTB prevê que todas as redes de ensino devem promover iniciativas de educação para o trânsito (Divulgação/Prefeitura de Estância)
O CTB prevê que todas as redes de ensino devem promover iniciativas de educação para o trânsito (Divulgação/Prefeitura de Estância)
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A Suécia é um dos 25 países do mundo com menor número de acidentes no trânsito por ano, com apenas 2,8 mortes para cada 100 mil habitantes. Um dos motivos para que isso ocorra é que eles aprendem sobre segurança nas estradas desde os quatro anos de idade. 

Aqui no Brasil poderia ser assim, mas, infelizmente, mais de 31 mil acidentes ocorrem por ano. Os dados são estimados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que está implantando o Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (Renaest), primeira base de dados nacional com informações de trânsito no país para consulta de acidentes e estatísticas no trânsito.

Voltando à infância, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) no artigo 76, “a educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus [ensinos fundamental, médio e superior], por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação”. Entretanto, isso nem sempre ocorre e, quando acontece, é apenas de forma pontual. 

Segundo o professor de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Tiradentes (Unit Alagoas), Renan Durval Silva, a educação pode ser considerada o principal pilar da segurança no trânsito. “Ela não funciona sozinha. É preciso fiscalização e planejamento, por exemplo, mas também cidadãos que compreendam que o trânsito é composto por pessoas com igualdade de direitos e deveres e conscientes da importância de respeito a padrões de circulação. Esse seria o melhor caminho para se criar uma cultura de preservação da vida e de boa convivência no espaço público”, detalha. 

No mês de setembro, celebra-se a Semana Nacional de Trânsito, que neste ano terá como lema “No trânsito, sua responsabilidade salva vidas”. O objetivo é chamar a atenção das pessoas para que assumam sua responsabilidade de construir um trânsito mais seguro para todos.

Metas da ONU

A responsabilidade primordial de promoção da segurança no trânsito é dos órgãos que compõem o sistema nacional de trânsito, informa Renan, que ressalta: “Todos podem e devem contribuir, porque é um tema de interesse de todos e também porque é necessário o comprometimento coletivo para o alcance das metas da Nova Agenda Urbana da ONU que estabelece os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS). A conscientização pode ser promovida de diversas formas, desde tratando o tema de forma transversal nas escolas a campanhas publicitárias”. 

Fator humano 

Os acidentes de trânsito, agora chamados de sinistros de trânsito, quase sempre possuem algum fator humano como elemento causador. “Somos seres humanos, sujeitos ao cometimento de erros e suscetíveis a instabilidades na atenção e no equilíbrio emocional. Quando estas características manifestam-se em ambientes com movimento e velocidade o risco de choques se intensifica”, explica o professor. 

Por ano, no mundo, morrem mais de 1,3 milhão de pessoas em sinistros de trânsito. No Brasil estima-se que este número seja de algo em torno de 50 mil, com outras centenas de milhares que acabam sobrevivendo com sequelas importantes para suas vidas e de suas famílias. 

Asscom | Grupo Tiradentes 

 

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