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Docente da Unit enfatiza o impacto de PCD em destaque no mercado de trabalho

Para a professora Kátia Araújo, é extremamente positiva a representatividade dos PCDs porque, a partir daí, os espaços são conquistados

às 13h10
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Recentemente, o ex-BBB e paratleta Fernando Fernandes foi anunciado como apresentador do programa ‘No Limite’, da TV Globo. Tetracampeão de paracanoagem e amante dos esportes radicais, em 2009, ele sofreu um acidente automobilístico que o deixou paraplégico. A partir daí se tornou uma referência no esporte e passou por diversos momentos de superação.

A professora da Universidade Tiradentes e coordenadora do Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial – NAPPS – da instituição de ensino, destaca o impacto de ter uma pessoa com deficiência em destaque no mercado de trabalho     

“É extremamente positivo porque serve de estímulo para que outros indivíduos neurodivergentes ou com deficiência, possam superar seus limites. É preciso que as instituições – família, escola e empresas estejam preparadas, tenham mudanças atitudinais, respeitem as diferenças. Temos grandes exemplos”, comenta.

“É através da representatividade que os espaços são conquistados. O Brasil tem se destacado a nível internacional com os paratletas. É emocionante assistir as apresentações e, ao mesmo tempo, percebemos que essas apresentações têm pouca divulgação ou destaque”, acrescenta.

Kátia enfatiza ainda que a pessoa com deficiência possui muitos desafios. “Acredito que as pessoas com deficiência, sejam locomotoras ou neurodivergentes, ainda têm muitas adversidades. O mercado de trabalho ainda é muito seletivo e limitado no sentido de receber essas pessoas. Há muito desconhecimento. Os avanços advindos da Lei Brasileira de Inclusão, não dá conta de tudo, porque, além do aspecto legal, precisamos ver a questão atitudinal e de acessibilidade. As reformas urbanas não têm dado conta dessas limitações, embora haja legislação específica”, frisa.

“Temos os Conselhos Municipais, Estaduais e Federal de Defesa dos Direitos da pessoa com deficiência, mas há uma lacuna ainda grande. Quando temos legisladores ou familiares destes, ou ainda pessoas em função de gestão neurodivergentes ou com deficiência, seja em instituições públicas ou privadas, percebemos um avanço no trato da questão. Temos observado avanços significativos, mas ainda temos muito a fazer. Para fazer acontecer é preciso conhecer e cada um contribuir para a acessibilidade, inclusão e um mundo mais justo. Somos iguais e diferentes. Respeitar é reconhecer o outro em sua singularidade e universalidade”, finaliza. 

Veja também: Estereótipos e ridicularização de PCDs: como combatê-los?

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