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Estudo revela crescimento da evasão escolar cresce durante a pandemia

Problema da evasão escolar já preocupava educadores e com a pandemia estudo mostra crescimento expressivo no número de estudantes que abandonaram a escola

às 15h49
Segundo pesquisa do IBGE, cerca de 1,38 milhão de alunos de 6 a 17 anos deixaram de frequentar as aulas presenciais ou a distância (Unsplash)
Segundo pesquisa do IBGE, cerca de 1,38 milhão de alunos de 6 a 17 anos deixaram de frequentar as aulas presenciais ou a distância (Unsplash)
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A pandemia da Covid-19 agravou um problema que há anos preocupa educadores e especialistas em educação: a evasão escolar de crianças e adolescentes em todo o país. Em 2021, estudos revelam que o crescimento do abandono escolar deve se acentuar no ensino público em decorrência de diversos fatores, entre os quais, dificuldades financeiras, insegurança alimentar e de saúde.  

Um levantamento realizado pelo IBGE, em outubro do ano passado, revelou que cerca de 1,38 milhão de alunos, de 6 a 17 anos, haviam deixado de frequentar as aulas presenciais ou a distância. Esses números correspondem a 3,8% dos estudantes matriculados, um índice de evasão mais alto do que a média registrada em 2019, que foi de 2%.

“A maioria das instituições de ensino não conta com o suporte necessário para o ensino remoto, algo que nós sabíamos que iria acontecer e que de certa forma a pandemia acelerou o processo. Teoricamente se falava da tecnologia e da importância para a educação, mas isso era teoria, já que na prática não existia. O que ocorre é que a pandemia veio e as coisas precisaram ser a toque de caixa. Além de todas as deficiências, nós sabemos que vivemos em um país onde a desigualdade é gritante e poucos alunos têm acesso a esses recursos. Sou professor da rede pública também e sei o que estou falando, porque vivencio isso, vejo situações onde estudantes não têm comida direito em casa, não têm lápis, caderno”, afirma o professor Anderson Teixeira de Souza, docente do curso de Pedagogia EAD, da Unit Sergipe.

Em pouco mais de um ano de pandemia, alguns fatores intensificaram o problema da evasão escolar, entre os quais, a dificuldade de acesso a itens tecnológicos como computadores, celulares e internet para acompanhar as aulas remotas, bem como a necessidade de ajudar a família a complementar a renda doméstica.

“Muitas crianças e adolescentes ficaram sem acesso ao ensino, já que nem todos têm recursos tecnológicos necessários como computador, internet, entre outros itens básicos. Hoje, com a educação a distância, com as aulas remotas, ter esses itens ou mesmo um celular por mais simples que seja, viabilizam esse acesso. Mas sabemos que a realidade de muitos estudantes está longe disso, estamos falando de situações onde eles não têm o básico como lápis e caderno. Além disso, muitos jovens tiveram que buscar ocupação para ajudar na renda da família, a qual foi impactada pela pandemia. Isso nos faz refletir a respeito dos vários fatores internos e externos que levam à evasão escolar”, analisa o professor. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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