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Hepatites virais atingem 325 milhões de pessoas por ano em todo o mundo

Prevenção contra as hepatites é feita com vacinação e ausência de contato com sangue e secreções; tipos A B e C são os mais frequentes no Brasil

às 23h55
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Em todo o mundo, cerca de 325 milhões de pessoas convivem com doenças oriundas da hepatite, que provocam aproximadamente 1,4 milhões de mortes por ano, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). As hepatites são inflamações no fígado e costumam ser silenciosas, muitas vezes descobertas quando a doença já está muito evoluída. Existem cinco tipos de hepatites, sendo que as de tipo A, B e C são as mais frequentes no Brasil.

A infectologista e professora assistente do Internato do Curso de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe), Gilmara Carvalho Batista, fala sobre a importância da prevenção e da vacinação. “A prevenção é feita principalmente pela vacinação da população. Faz parte do cartão vacinal de todas as faixas etárias, seja crianças, adolescentes ou adultos jovens. É importante frisar que a vacina contribui para a prevenção, pois trata-se de uma doença cuja transmissão está relacionada ao contato percutâneo e sexual. Para a hepatite C, infelizmente não há vacina disponível e o contato com sangue e secreções é a principal via de contaminação, mas há riscos de transmissão por via sexual”, explica.

Por conta disso, é realizada anualmente a campanha “Julho Amarelo”, instituída no Brasil pela Lei nº 13.802/2019, com a finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais.

A contaminação pode acontecer pelo compartilhamento de objetos como lâminas de barbear e de depilar, escovas de dentes, alicates de unha, instrumentos para uso de drogas, assim como o uso de materiais não esterilizados para colocação de piercing e tatuagens; procedimentos cirúrgicos, odontológicos e de hemodiálise. Outra via de transmissão das hepatites B e C é a da mãe para o filho ou filha durante a gestação ou no parto.

Desde 2016, afirma a infectologista, uma recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM 02/2016) orienta os profissionais para a realização dos testes sorológicos de detecção das hepatites B e C, assim como HIV e VDRL (sífilis) como rotina. “Por tratar-se de doenças crônicas com evolução assintomática, o exame facilita o diagnóstico precoce e o adiantamento da intervenção terapêutica permite melhores resultados. Na hepatite C, mais de 90 % dos casos têm cura e o paciente tem melhor qualidade de vida, diminuindo o risco de desenvolvimento de doenças como o câncer de fígado e a cirrose”, explicou ela.

Na maioria das vezes, a doença já está em estágio mais avançado quando os sintomas aparecem. Os mais comuns são febre; fraqueza; mal-estar; dor abdominal; enjoo/náuseas; vômitos; perda de apetite; urina escura (chegando a ficar com cor de café); icterícia (olhos e pele amarelados) e fezes esbranquiçadas. 

Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde aponta que de 70% a 80% das infecções entre os portadores de hepatite C se cronificam. Além disso, 20% delas podem evoluir para cirrose e de 1 a 5% para câncer de fígado. 

Testes e tratamentos

O Sistema Único de Saúde (SUS) possui o teste rápido para diagnóstico das hepatites B e C, mas somente há vacinação para a hepatite B, bastando que o usuário procure uma unidade de saúde próxima. A hepatite tipo C tem tratamento, através de medicamentos que permitem a cura. 

Asscom | Grupo Tiradentes
com informações do Ministério da Saúde

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