Com o lema “Deixar fluir o artista que está em você”, a Capela da Universidade Tiradentes (Unit) promoveu na noite desta quinta-feira, 30, a 14ª edição da Noite Cultural, reunindo o melhor das expressões e talentos artísticos surgidos entre os estudantes, professores e colaboradores da instituição. O evento aconteceu na área externa da Capela, onde foi montado um palco para as apresentações de música, poesia, dança, teatro e humor. Ao todo, a edição deste ano teve 18 apresentações, além de uma participação especial do cantor sergipano Zeq’ Olliver.
As apresentações se desenrolaram em um clima aconchegante e agradável. Além do palco e da iluminação na área externa da Capela, a brisa fresca do início da noite era um convite ao público para apreciar o espetáculo, interagir com os colegas e tomar um lanche. Um clima condizente com a ideia e o espírito da Noite Cultural, preservado desde o seu início, em 2011. “O objetivo da Noite Cultural é descobrir os talentos que tem dentro da instituição. Tem tantos talentos que a gente não sabe que estão aqui dentro. Essa é uma forma de as pessoas expressarem a sua arte, porque a arte está ligada ao Divino, e nós somos obras de arte de Deus. E a resposta do público tem sido boa. O pessoal se interessa, tem alguns alunos que vão pra aula e depois retornam com outros. Acaba sendo uma noite interativa com a dinâmica do campus”, detalha a coordenadora da Capela, Rosângela Aragão.
A Noite Cultural foi prestigiada pela professora Amélia Maria Cerqueira Uchôa, fundadora da Unit, que estava acompanhada pelo vice-reitor Jouberto Uchôa de Mendonça Júnior. “Essa é uma oportunidade ímpar, porque tudo aqui é organizado e pensado há anos pelos membros da nossa Capela. Ela dá oportunidade ao aluno, ao professor e aos convidados. Quem quiser participar e tiver algum dom, vem para cá, se apresenta e nós ficamos reconhecidos e agradecidos. Isso já está no calendário da universidade, e me orgulha muito por ser tudo organizado e promovido pelos ‘filhos da Capela’, com carinho e amor”, disse a professora Amélia, ao destacar a importância do evento para a universidade.
Entre os que subiram ao palco, estavam dois alunos dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu da Unit, que fizeram um número de voz e violão com vários sucessos da MPB (Música Popular Brasileira): Vitória Dias, mestranda em Biociências e Saúde no PBS, e Thyerrí Cruz Silva, doutorando em Direitos Humanos pelo PPGD. Os dois se conheceram nas atividades de integração da Pós-Graduação e descobriram a mesma afinidade e paixão pela música, passando a fazer algumas apresentações como parceiros. Thyerrí conta que toca violão desde os 15 anos e participa da equipe de música na igreja que frequenta. “Já tenho 15 anos de músico e toquei em seminários de integração das PPGs, em eventos com amigos e de família. É a minha segunda participação aqui na noite de talentos e é sempre uma oportunidade muito boa”, afirma o doutorando.
Vitória, por sua vez, sempre gostou de cantar, desde a adolescência, mas não tinha noção de seu talento. “Quando cantei pra outras pessoas, eu percebi e elas também. Desde então, a música é uma das minhas paixões, mas não costumo cantar muito em muitos lugares. Mais em casa mesmo. Eu fiquei sabendo que aqui tinha aula de canto, e aí eu me interessei pra aprimorar esse meu dom. Nos meus dias mais distantes, difíceis, cantar é uma válvula de escape pra mim. É bom mostrar que temos muitos talentos aqui, seja no canto, na música, no desenho, na poesia, na dança… Isso é fundamental”, considera.
Houve quem procurou apresentar o talento com as mãos, mais precisamente no bordado e no artesanato. Foi o caso da assistente acadêmica Maria Rita Vieira Silva, que trabalhando Complexo Especialidades de Saúde. Certo. Ela conta que começou a aprender crochê desde a pandemia da Covid-19, em 2020. “Eu tô aprendendo ainda, mas eu gosto e fico fazendo crochê. É como se fosse uma terapia. Mas já fiz roupa, biquíni, tapete, sousplat (peça de mesa)… Toda vez que tem um aniversário na família eu faço alguma coisa”, falou Rita, que trouxe seus trabalhos para o Campus da Unit pela primeira vez. “Eu já tenho muitos anos que trabalho aqui na Unit, mas eu nunca tinha vindo porque a gente era lotado no centro e lá a gente não tinha esse tempo, de vir aqui. Todo mundo é maravilhoso, educado, carinhoso, receptivo… Adorei”, elogia.
A mesma alegria de participar foi expressada pelo cantor Zeq’ Olliver, que já fez outras apresentações na Unit e esteve na Noite Cultural pela primeira vez, a convite de um amigo. “A Unit é algo que faz parte do nosso coração, não só na educação, mas na cultura, sobretudo. Então, sou muito honrado por estar aqui. Acho que é através dessas iniciativas que a gente consegue descobrir talentos que são escondidos. Eu estou vendo aqui grandes talentos e acho que essa noite aqui está muito efervescente. E é preciso que esse trabalho, que essa iniciativa continue e permaneça pra que muitos talentos sejam descobertos”, afirmou Zeq’, que se apresentou no palco e se surpreendeu na plateia. “E foi com todos”, resumiu, sorrindo.
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