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O uso do celular em sala de aula: vilão ou aliado?

Existe uma infinidade de atividades que promovem o uso do celular em sala de aula, mas a equipe de professores precisa planejar a realização dessas atividades

às 13h09
As regras de comum acordo entre alunos e professores para uso do celular dentro da sala de aula tem grandes chances de serem respeitadas (RODNAE Productions/Pexels)
As regras de comum acordo entre alunos e professores para uso do celular dentro da sala de aula tem grandes chances de serem respeitadas (RODNAE Productions/Pexels)
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O uso do celular dentro da escola é um tema que gera muitas discussões e divide opiniões. De um lado, os que defendem a proibição do uso, e do outro os que defendem o aparelho enquanto ferramenta pedagógica de aprendizagem. O certo é que, se utilizado da maneira certa, ele pode sim ser um auxílio ao processo de ensino-aprendizagem.

Para a professora Eunice Aparecida Borsetto, do curso de Pedagogia EaD da Universidade Tiradentes (Unit EaD) a utilização de aparelhos celulares nas atividades em sala de aula é uma tendência entre as gerações de crianças nascidas na era da tecnologia, a qual promove inovação na forma de ensinar e aprender. 

“A aplicação das Metodologias Ativas resulta em maior interatividade entre os alunos. Sem que deixemos de lado o respeito às características individuais de cada um. É necessário um novo olhar sobre o uso de aparelhos celulares na educação e o incentivo ao seu uso como ferramenta de conhecimento”, explica.

O tabu sobre o uso dessa ferramenta está centrado muita das vezes por desconhecer as múltiplas possibilidades de trabalho. Borsetto lista uma infinidade de atividades que o professor pode utilizar em sala de aula, a exemplo dos jogos educativos da plataforma Kahoot, do desenvolvimento de pesquisas, e do uso de músicas, palavras cruzadas e a chamada “nuvem de palavras”, entre outros recursos.

Segundo a pedagoga, o tabu ainda persiste por diversos fatores, como o desconhecimento das Metodologias Ativas por parte dos professores na elaboração de novas propostas de atividades, o pouco domínio sobre o comportamento dos alunos em sala de aula, a falta de infraestrutura nas escolas ou até a falta de recursos na aquisição do aparelho celular por alguns alunos. 

“Uma das opções para solucionar estes problemas é o aumento de investimento na área da educação, o que possibilitará a capacitação de professores, compra de equipamentos e acesso à internet nas escolas”, sugere a professora.

Construção de regras

Durante todo o período de permanência do aluno na escola, vai haver momentos em que o uso do celular é autorizado e momentos em que não. Para conseguir que isso aconteça, é preciso que professores e equipe pedagógica construam regras em comum acordo com os alunos. De acordo com Eunice, estudos comprovam que regras idealizadas e estabelecidas em comum acordo têm grandes chances de serem respeitadas. 

“Outro ponto importante é o domínio de sala de aula do professor enquanto docente e seu planejamento dos Planos de Aulas, que devem instigar a curiosidade do aluno, fazendo com que ele foque no desenvolvimento das atividades”, relata. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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