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Práticas Integrativas e Complementares em Saúde na Enfermagem

Técnicas integrativas e alternativas podem ser associadas aos cuidados destes profissionais no tratamento de pacientes

às 15h58
Com a pandemia da Covid-19, as práticas integrativas foram mais valorizadas como alternativas para as dificuldades enfrentadas (Divulgação/Coren-PR)
Com a pandemia da Covid-19, as práticas integrativas foram mais valorizadas como alternativas para as dificuldades enfrentadas (Divulgação/Coren-PR)
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A progressiva inserção das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) nos cuidados da Enfermagem tem sido apontada como necessária pela categoria, que entende a importância de um cuidado individualizado, humanizado e qualificado ao usuário. Estas técnicas e terapias visam estimular mecanismos naturais de prevenção de doenças e recuperação da saúde e do bem-estar. 

Com a pandemia, as práticas foram mais valorizadas como alternativas para as dificuldades enfrentadas, bem como na melhoria do sistema imunológico e tratamento de sequelas deixadas pela Covid-19, promovendo um aumento da utilização de medicinas alternativas e complementares. O maior interesse pelas técnicas alternativas ocorre à medida que elas são incorporadas nos sistemas terapêuticos alternativos dos serviços públicos de saúde. 

Com esse crescimento, há a necessidade de que os profissionais de saúde, entre eles os enfermeiros, estejam aptos para informar e atender aos pacientes, reconhecer efeitos colaterais, interações medicamentosas e praticar as medicinas complementares isoladas ou associadas às medicinas convencionais com segurança. A relação entre essas terapias e a enfermagem tem atraído crescente interesse no campo da pesquisa em saúde. 

Estudo nacional

Este modelo de atenção pode ganhar uma nova proporção, com a possibilidade de adaptação a outras categorias da saúde. Por isso, conhecer o perfil de atuação profissional de enfermeiras e enfermeiros que desenvolvem as chamadas PICS, bem como as afinidades específicas entre essas terapias e a profissão, é de grande relevância.

Uma Comissão de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde tem discutido o assunto, inclusive com membros da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC), do Ministério da Saúde (MS). Essa comissão foi instituída em 2006 com o objetivo de melhorar a qualidade de atendimento à população. Essa política é entendida como uma das formas de garantir a universalização da assistência em saúde, com a garantia de escolha pelo usuário do seu tratamento. 

Um formulário online com o apoio do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) irá coletar dados sobre o perfil dos profissionais de Enfermagem que trabalham com as práticas. Trata-se de um “inquérito nacional sobre o perfil educacional e profissional de enfermeiros (as) de saúde integrativa e práticas tradicionais (ENFPICS)”. De acordo com o Cofen, com as informações reunidas por meio do formulário, um estudo sobre as Práticas Integrativas será lançado em 2022, com apoio da entidade. 

Evolução das práticas

O projeto conta com a participação de várias universidades, além da Fiocruz-PE e Associação Brasileira de Enfermeiros Acupunturistas e Enfermeiros de Práticas Integrativas (Abenah). E o seu resultado será um espelho para novas pesquisas sobre outras categorias de profissionais da Saúde. Essas práticas são reconhecidas e incentivadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) atualmente adota e oferece 29 dessas práticas, como Aromaterapia, Ayurveda, Constelação Familiar, Homeopatia, Meditação, Reiki e Yoga, entre outras.

Asscom | Grupo Tiradentes

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