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Prevenção é a melhor solução para o surgimento de escaras

Professora de Enfermagem da Unit orienta quanto aos cuidados que os profissionais de saúde e acompanhantes devem ter para evitar escaras nos pacientes acamados

às 21h51
Pacientes acamados que ficam muito tempo em uma única posição podem desenvolver as escaras na pele (Ana Paula Tenório/Agência Alagoas)
Pacientes acamados que ficam muito tempo em uma única posição podem desenvolver as escaras na pele (Ana Paula Tenório/Agência Alagoas)
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Pacientes acamados, imobilizados ou que ficam por um longo período de tempo na mesma posição, seja em casa ou em hospitais, exigem um nível maior de cuidados e atenção por parte dos familiares, médicos e enfermeiros. As lesões de pressão, popularmente conhecidas como escaras ou úlceras de pressão, aparecem frequentemente em pacientes nessa situação e podem ter tamanhos e profundidades variadas, podendo até comprometer músculos, tendões, ossos e até órgãos.

As escaras são decorrentes da falta de movimentação e, também, de uma pressão contínua e/ou intensa que causa uma deficiência na irrigação sanguínea e na oferta dos nutrientes a uma determinada parte do corpo. Os ferimentos podem aparecer em diversos locais, contudo, são mais comuns em regiões próximas aos ossos como calcanhares, cotovelos, ombros, orelhas, joelhos, laterais do quadril e cóccix. A cama ou a cadeira de rodas também podem gerar esse tipo de lesão.

De acordo com a professora Marcela Gama Moreira, mestra em Ciências da Saúde, docente e preceptora do curso de Enfermagem da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe), há grupos de pessoas que possuem uma maior chance de desenvolver este tipo de úlcera. “Estas lesões acometem normalmente indivíduos paraplégicos, acamados, incontinentes (que fazem o uso contínuo de fralda descartável), pessoas submetidas a cirurgias prolongadas, entre outras condições”, explica.  

As crianças e os idosos também podem sofrer com algum nível da lesão por pressão, justamente por apresentarem uma condição especial na pele. “Pessoas nos extremos de idade, crianças e idosos, correm mais risco de ter lesão por pressão, devido à fragilidade da pele. Nos recém-nascidos e lactentes, encontramos uma pele em processo de formação (pouca resistência), já nos idosos, observamos uma pele desgastada, por vezes desidratada e com pouca elasticidade. Tais condições intensificam a susceptibilidade da pele ao desenvolvimento de lesões, incluindo as escaras”, afirma Marcela.

Surgimento das escaras

As escaras podem apresentar quatro estágios que variam conforme a gravidade. “Os primeiros sintomas são caracterizados por vermelhidão, seguida de perda parcial da pele e formação de bolhas. No terceiro estágio, a úlcera está tão profunda que atinge o tecido adiposo, ou seja a segunda camada da derme. Por fim, elas podem afetar os músculos, tendões e ossos. É importante a conscientização não só dos profissionais de saúde, como também dos pacientes e familiares sobre como prevenir o surgimento das escaras”, diz a professora.

Segundo Marcela, a prevenção é a melhor solução, visto que a lesão por pressão pode ser porta de entrada para infecções difíceis de serem tratadas. “O tratamento pode ser longo e provocar desconforto físico e emocional ao paciente. Para preveni-las são necessárias medidas simples como mudar o paciente de posição a cada três horas; realizar a hidratação da pele com loção ou creme hidratante; realizar a troca de fralda frequentemente com higiene íntima; manter os lençóis limpos e secos; otimizar a alimentação e a ingestão de água”, concluiu.

Asscom | Grupo Tiradentes

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