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Professora da Unit faz alerta sobre o consumo de alimentos ultraprocessados

Sandra Cristina, professora do curso de Nutrição, enaltece que alimentação saudável pode ser adquirida com baixo investimento

às 20h40
Foto: Portal Uol
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Apesar da multiplicação cada vez mais constante de brasileiros praticando atividades físicas, uma pesquisa de campo desenvolvida pelo Ministério da Saúde revela que atualmente seis, em cada dez brasileiros, estão acima do peso. Em termos percentuais, esse quantitativo representa 57,25% da população; no comparativo com o ano de 2019, período pré-pandêmico, a taxa representa 1,85% de aumento real. Na avaliação da professora do curso de Nutrição da Universidade Tiradentes (Unit), Sandra Cristina da Cruz Maia, a resposta para isso está também atrelada à má qualidade alimentícia adotada pelos brasileiros, inclusive, quanto ao consumo de produtos ultraprocessados.

Apesar de não serem apresentados pela especialista como ‘únicos vilões’ no prato do consumidor, Sandra Cristina enaltece que estes alimentos sofrem modificações pela indústria alimentícia capazes de provocar baixo conteúdo nutricional. Ricos em açúcares e aditivos químicos, estão fora dos padrões da alimentação saudável. “A partir do momento em que as pessoas optam por consumir alimentos ultraprocessados, estão vulneráveis a enfrentar problemas de saúde em curto ou longo prazo. Costumo dizer que são vilões, provocam um mal danado na vida das pessoas, mas não podem jamais serem taxados como únicos na construção da obesidade”, disse.

Por mais que passem despercebidos, os ultraprocessados englobam desde refrigerantes, bebidas lácteas, néctar de frutas e misturas em pó como refresco, até os populares salgadinhos de pacote, doces e chocolates. Mesmo que apresentem imagem saudável, muitas barras de cereal e sorvetes também podem apresentar danos semelhantes às margarinas, biscoitos recheados, mistura de bolos prontos e macarrão instantâneo. Na escala prejudicial, o Ministério da Saúde reconhece que misturas para bolos, pizzas pré-prontas, nuggets, salsichas e hambúrguer industrializado devem ser amplamente evitados. São medidas consideradas fundamentais, mas distantes de serem aplicadas na teoria do terrorismo nutricional.

“É importante que todos nós possamos nos vigiar, praticar atividades físicas, mas jamais enfrentar a vida como se estivéssemos enfrentando um terrorismo nutricional. Preciso destacar que os alimentos ultraprocessados não devem ser ingeridos como base e de consumo contínuo. O diálogo sobre esse assunto é de alto grau por estar diretamente ligada às questões da saúde pública”, destacou. Questionada quanto ao estereótipo envolvendo o preço a ser pago por uma alimentação saudável, a professora destacou que os profissionais da Nutrição precisam contribuir para que milhões de brasileiros mudem as respectivas concepções sobre o assunto.

“A escolha por alimentos saudáveis vai muito além daquilo que envolve o mundo socioeconômico. Adotar hábitos saudáveis e se apropriar de uma alimentação correta não se trata de uma medida cara. Essa é uma das mudanças que nós, professores e acadêmicos do curso de Nutrição, precisamos fazer na concepção de alguns muitos brasileiros. Se alimentar bem não quer dizer que vamos investir muito; pelo contrário, entre uma das medidas a serem tomadas é justamente substituir o produto ultraprocessado por composto natural, a exemplo de raízes e verduras”, completou a professora Sandra Cristina.

 

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