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Síndrome pós-Covid não deve ser negligenciada pelos pacientes

Muitos pacientes ficam com sequelas e precisam de reabilitação fisioterápica, mesmo após a cura da doença e a alta médica

às 20h57
Muitos recuperados têm apresentado sintomas que persistem à alta hospitalar, configurando o que tem sido chamado de “síndrome pós-Covid” (Unsplash)
Muitos recuperados têm apresentado sintomas que persistem à alta hospitalar, configurando o que tem sido chamado de “síndrome pós-Covid” (Unsplash)
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Os casos de Covid-19 no Brasil já ultrapassam a marca dos 22 milhões. Dentre as pessoas que superaram a doença respiratória aguda, causada pela infecção com o novo coronavírus (Sars-CoV-2), algumas apresentaram sequelas depois da alta médica. Estes pacientes geralmente passarão por um período de reabilitação, sendo a fisioterapia um dos caminhos para alcançar a melhora.

Sintomas como fadiga, falta de ar, perda de memória, dor no tórax e alteração do sono, entre outros, podem surgir e perdurar na fase pós-Covid. Esta condição acomete não apenas quem desenvolveu insuficiência respiratória grave e foi internado ou até mesmo entubado. Pacientes que tiveram a forma leve e moderada da doença também podem apresentar sinais a médio e longo prazo.

Por isso, é importante estar atento e não negligenciar eventuais dificuldades ocasionadas pelo período de internação, prolongada inatividade, alta carga inflamatória e também pela condição prévia de saúde, situações que dificultam a recuperação. A permanência destes sinais ou de complicações por mais de quatro semanas, depois do fim da doença, tem sido denominada de “síndrome pós-Covid”, e carrega uma associação de sintomas motores, cognitivos e psicológicos. 

Esses casos de Covid longa requerem o acompanhamento médico e fisioterápico, mas eventualmente também psicológico, visto que podem desenvolver ansiedade e depressão por conta da doença.

Reabilitação fisioterápica

Para muitos casos clínicos, a indicação para o atendimento de fisioterapia respiratória é parte integrante do tratamento hospitalar, pois a especialidade visa a prevenção e o tratamento de praticamente todas as doenças que atingem o sistema respiratório, como asma, bronquite, insuficiência respiratória, tuberculose e a recente Covid, entre outras.

Para os casos específicos de reabilitação funcional na recuperação pós-Covid, o tratamento pode ser ambulatorial, domiciliar ou de telefisioterapia, devendo ser iniciado nas primeiras semanas depois da fase aguda. O programa é composto por técnicas, exercícios e acompanhamento individualizado, por um período de seis a oito semanas.

A depender dos sintomas e das sequelas, o profissional vai utilizar métodos como cinesioterapia, eletroterapia, fisioterapia respiratória e cardiológica, buscando sempre melhorar a qualidade de vida do paciente.

Especialistas recomendam

A Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir) lançou recentemente uma publicação com recomendações de especialistas sobre a reabilitação funcional de pacientes pós-Covid-19. O objetivo do documento, que pode ser baixado livremente, é orientar os profissionais no processo aplicado a pacientes adultos.

O compilado traz em seu conteúdo os tópicos: Contextualização epidemiológica e fisiopatológica da Covid-19; Síndrome pós-Covid-19: principais sequelas e sintomas; e Formas de avaliação e modalidades de reabilitação para pacientes pós-Covid-19: Ambulatorial, Domiciliar e Telefisioterapia.

Idealizadas pelo Conselho Regional de Fisioterapia da 5ª Região (Crefito-5), no Rio Grande do Sul, as recomendações, baseadas nas principais evidências científicas disponíveis até o momento para a reabilitação funcional, foram escritas e revisadas por fisioterapeutas especializados no tema, em conjunto com a Assobrafir.

Asscom | Grupo Tiradentes

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