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Doutoranda inicia trajetória na pesquisa através da Iniciação Científica

No curso de Ciências Biológicas, Isabela Miranda participou de dois projetos de Iniciação Científica, e após se formar continuou na carreira.

às 12h01
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A bióloga, mestre e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Industrial da Universidade Tiradentes (PBI/Unit), Isabela Miranda, iniciou seu interesse na pesquisa durante a Iniciação Científica. A trajetória acadêmica na Unit iniciou na graduação de Ciência Biológicas e ao finalizar o curso, logo ingressou no mestrado. Atualmente, desenvolve sua tese de doutorado a partir da fibra do coco verde para o desenvolvimento de embalagem com potencial antimicrobiano.

“A curiosidade em saber o que era pesquisa foi sempre presente, ao chegar na faculdade fui conhecendo colegas que estavam inseridos em pesquisas, e assim fui buscando informações e entendendo um pouco do mundo acadêmico e pesquisa”, relembra Isabela.

Em 2014, ela iniciou a primeira Iniciação Científica na Embrapa Tabuleiros Costeiros. “Desenvolvi dois projetos: Indução da duplicação cromossômica em anteras para obtenção de plantas di-haplóides de acessos de coqueiro anão e gigante, que tinha como objetivo induzir a duplicação cromossômica em anteras de coqueiro utilizando diferentes concentrações de colchicina, para programas de melhoramento genético vegetal e de biotecnologia”, conta.

“O segundo projeto foi Transformação genética e banana utilizando promotor de expressão gênica tecido-específico também aplicação para programas de melhoramento genético e de biotecnologia vegetal. Os dois projetos foram desenvolvidos na Embrapa Tabuleiros Costeiros em parceria com o laboratório de cultura de tecidos de plantas e Laboratório de biologia molecular”, explica a bióloga.

O início

Segundo ela, o início da trajetória foi desafiador. “Era tudo novidade, eu estava num laboratório de cultura de tecidos de plantas e biologia molecular para entender esses dois mundos diferentes, foi desafiador. No entanto, nesses mundos eu enxerguei o quanto eu iria crescer e amadurecer como profissional. Foram dois anos de muitos aprendizados e crescimento como estudante. Participei de eventos, palestras, congressos e apresentei trabalhos foram experiências enriquecedoras”,

“A Iniciação Científica foi um pilar muito importante para minha vida profissional. Foi a minha primeira fase na carreira científica que trouxe a oportunidade de desenvolver meu próprio trabalho, e no final do curso estava preparada para o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Nas aulas da universidade, o estudante vê de forma ampla as áreas de estudos, e na  Iniciação Científica podemos escolher uma área de interesse e ir lapidando e aprofundando nosso conhecimento”, 

Incentivo

Para Isabela, a Unit foi a porta de entrada para o mundo da Ciência. “Nessa porta, foram abrindo outras que proporcionaram chegar até o doutorado. Devido ao comprometimento da universidade em incentivar e apoiar o desenvolvimento de pesquisa e contratar pesquisadores renomados”, afirma.

“O meu projeto de tese é obtenção de nanofibras de celulose a partir de resíduos de coco verde para preparo de bio nanocompósito antimicrobiano. O trabalho tem objetivo desenvolver um bio nanocompósito “filme” com atividade antimicrobiana para aplicação no setor de embalagens, sendo parte do material da embalagem proveniente de resíduos agroindústrias, ou seja, visando um produto de menor fator de impacto ambiental”, explica a doutoranda.

“Através da Iniciação Científica decidi o que eu queria para minha vida profissional, e estava preparada para iniciar o mestrado e seguir para o doutorado. A pesquisa ajuda o estudante a desenvolver seu conhecimento crítico, criativo e inovador. E por meio da construção desse conhecimento é gerado novos conhecimentos para o aluno que realiza e para a sociedade”, conclui.

 

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