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Novas habilidades mudam imagem do profissional de RH

Profissionais de gestão de pessoas desenvolvem habilidades interpessoais e desenvolvimento profissional para melhorar a relação entre empresas e funcionários

às 22h31
Brasil tem cerca de 190 mil profissionais de RH, sendo 23,81% que ocupam cargos de chefia, gestão ou liderança (Campaign Creators/Unsplash)
Brasil tem cerca de 190 mil profissionais de RH, sendo 23,81% que ocupam cargos de chefia, gestão ou liderança (Campaign Creators/Unsplash)
A professora Ivânia Maria de Morais Souto, assessora educacional do Grupo Tiradentes
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RH. Duas letras capazes de fazer um funcionário “tremer nas bases”, onde o chamado à sala é, na cabeça de muitos, sinônimo de alegrias ou tristezas no ambiente de trabalho. Trata-se do setor de Recursos Humanos, cuja função vai muito além de selecionar, contratar e demitir funcionários. É um dos setores mais importantes de uma empresa, por ser responsável pela gestão de seu quadro de pessoal e por fazer com que as metas e objetivos da firma sejam alcançados, garantindo a satisfação tanto dos acionistas quanto dos colaboradores. 

E trabalhar para conciliar esses interesses de ambas as partes é a principal função de um  profissional de RH. “A visão dos Recursos Humanos é centrada no indivíduo e, obviamente, as organizações são constituídas por pessoas que regem seus processos e geram resultados. Não se trata de ser um defensor das pessoas, mas de ser um agente de transformação nas organizações, desenvolvendo uma visão equilibrada entre colaboradores, processos e resultados, atuando como facilitador e mediador. Ele é responsável por conduzir os diversos talentos da organização, alinhado à premissa de contribuir para alcançar os objetivos da empresa e, simultaneamente, promover o crescimento dos profissionais”, explica a professora Ivânia Maria de Morais Souto, assessora educacional do Grupo Tiradentes e docente dos Cursos Tecnológicos da Unit EAD

Segundo um levantamento feito em 2018 pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), o Brasil tem cerca de 190 mil profissionais de RH, sendo 23,81% que ocupam cargos de chefia, gestão ou liderança. Entre as atividades desenvolvidas, por eles, estão o planejamento e a operacionalização do sistemas de gestão de pessoas, gestão de carreiras, treinamento e desenvolvimento de pessoal, organização, motivação de pessoal, negociação, resolução de conflitos, avaliação de desempenho e planejamento de programas voltados à qualidade de vida dos funcionários. E, também o controle das jornadas de trabalho, da folha de pagamento e da burocracia que envolve a passagem do funcionário pela empresa. 

De acordo com Ivânia, as relações nas organizações e empresas ganharam muita complexidade e impôs desafios aos profissionais de RH, exigindo o desenvolvimento de quatro grandes habilidades: ser facilitador nas suas relações organizacionais, gestão do sucesso na organização, desenvolvimento do Potencial Organizacional, inovação e idealização de mudanças. Outras características interpessoais também são exigidas do profissional que atua no ramo como comunicação assertiva, facilidade no relacionamento interpessoal, visão crítica e estratégica, inteligência emocional, liderança, pulso, empatia, foco, organização e bom senso, entre outras.

Mudando a visão do RH

A professora salienta que essas qualidades ajudam a ampliar a visão que boa parte das pessoas têm ainda sobre a área de RH. Uma visão que ela considera limitada. “Hoje, manter essa percepção é limitar e subestimar a atuação do RH e sua contribuição para a estratégia organizacional. Diante de tantos desafios impostos pelo mercado, associado aos contextos econômicos, políticos e sociais, precisamos enxergar o RH de uma forma totalmente diferente: um provedor de soluções para atender às novas demandas das organizações.  Para isso, o RH precisa disseminar nas organizações o seu ‘novo’ papel de forma clara e transparente para todos, indo além das rotinas operacionais relacionadas às questões trabalhistas”, pontua Ivânia. 

Ainda segundo ela, a pandemia e as novas relações de trabalho têm esse visibilidade a estas mudanças nas empresas e organizações, criando uma demanda diferenciada de mercado para os profissionais de RH. “O investimento no desenvolvimento das competências essenciais e que promovem o diferencial nas organizações, visando melhoria na produtividade e eficiência operacional, tem sido estudado e priorizado. Por esta razão, o profissional de RH tem sido solicitado, uma vez que o mercado está cada vez mais competitivo e buscando inovações, diferenciais que tornem as empresas mais ágeis. Considerando que o capital humano é crucial para as empresas que atravessaram a crise com fôlego, os profissionais de RH sempre serão requisitados, e essa tendência tende a permanecer”, conclui Ivânia, acrescentando que o mercado vem exigindo profissionais com capacidade de prover soluções e formação diferenciada.

Asscom | Grupo Tiradentes

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