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O que é Alopecia areata e como tratá-la?

Professor do curso de Medicina explica as causas da doença e os possíveis tratamentos contra a Alopecia areata.

às 11h12
O médico dermatologista e patologista, Charles Godoy.
O médico dermatologista e patologista, Charles Godoy.
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Ao longo da vida, cerca de 1% da população brasileira é afetada pela perda de cabelo em áreas específicas do corpo, provocada por uma doença autoimune chamada Alopecia areata. Em alguns casos, a doença não tem cura, mas possui tratamento e pode ser controlada.

O médico dermatologista e patologista, professor no curso de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit), Charles Godoy, explica como a doença ocorre. “A Alopecia areata é uma doença autoimune onde o bulbo capilar é atacado por células de defesa do nosso corpo. Essas células acabam alterando o metabolismo do bulbo, fazendo com que o cabelo não cresça”, esclareceu.

Existem sete tipos de Alopecia, provocadas por diferentes fatores, a exemplo da genética, traumas ou dermatite, além de estresse, Tireoidite de Hashimoto e outras doenças autoimunes. “O tipo mais comum, inclusive, o leigo chama de pelada, onde surge uma área circunscrita sem cabelo. Não apresenta descamação, mas a região pode ficar dolorida ou coçar” exemplificou Godoy. Há alguns outros tipos raros da doença em que a pessoa pode perder pelos do corpo como sobrancelhas, cílios e pubianos.

É possível tratar a Alopecia areata. “Dependendo da faixa etária e do grau de extensão, o tratamento pode ser com uso de medicamentos. Psicoterapia também costuma ajudar muito, principalmente em crianças ou quando há relação direta com estresse ou fatores psicológicos. Outra opção de tratamento é a infiltração de corticoides, que são injeções aplicadas no local.

Um dos mais novos tratamentos é com o metotrexato, mas Godoy chama a atenção para que o paciente procure auxílio médico para identificar o tratamento apropriado. “É fundamental procurar um dermatologista para obter a prescrição dos medicamentos, se for o caso, uma vez que eles podem apresentar importantes efeitos colaterais. Então, tem que ter o cuidado médico. Não dá para se automedicar no tratamento da Alopecia areata”, enfatizou o especialista.

 

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