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Reações extremas: gatilhos emocionais que levam pessoas a se demitirem

Gatilhos emocionais que impulsionam pedidos de demissão são cada vez mais comuns e podem esconder insatisfações acumuladas com o trabalho

às 20h20
Situações emocionais no trabalho podem sinalizar insatisfações de longa data com o ambiente corporativo (Getty Images)
Situações emocionais no trabalho podem sinalizar insatisfações de longa data com o ambiente corporativo (Getty Images)
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Um pedido de demissão que vem no auge de uma discussão, de um ataque de raiva. As reações extremas, muitas vezes impulsionadas por gatilhos emocionais, são cada vez mais comuns no ambiente de trabalho. Mas, segundo especialistas, por mais que essas reações pareçam impulsivas, a insatisfação com o trabalho tende a acumular-se ao longo do tempo, até que um incidente isolado deflagre a demissão real.

“Quando uma pessoa chega ao ponto de pedir demissão de um emprego, essa reação pode até parecer impulsiva, ainda mais nos tempos de hoje, onde temos uma escassez de oportunidades, mas ela de fato não é tão impulsiva quanto parece. Isso porque, já há um histórico, um desejo de mudança, o qual é motivado muitas vezes por uma série de situações, que o ambiente de trabalho e os tipos de vínculo vão possibilitar’, destaca a professora Karolline Helcias Pacheco Acácia, psicóloga e preceptora de estágio em Psicologia Organizacional do Centro Universitário Tiradentes (Unit Alagoas).

Esse tipo de situação, mesmo que não envolva ataques de temperamento ou gatilhos emocionais, denuncia sinais de falhas sérias no ambiente de trabalho, ou seja, desrespeito às normas de saúde e segurança do trabalho, além de exploração, más condições e chefes abusivos.

“Nessas situações a gente observa que há a exposição do funcionário a diversas condições de trabalho sejam elas físicas inadequadas, casos de assédio moral, entre outras. Esse somatório de situações vai gerando um desgaste neste profissional e é nesse momento, que ele coloca na balança a questão da saúde mental, da satisfação, motivação, a relação do salário, do fazer laboral, e muitas vezes ele vê que não compensa”, ressalta a professora. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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